quinta-feira, setembro 30, 2004

Só para o show off...

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Numa notícia do Público de hoje, diz-se que um tal de João Paulo Velez, assessor do Marreta Primeiro-Ministro, ganha mais que o Presidente da República. Isto deve-se ao facto do gajo além de receber do Estado, ainda recebe da empresa à qual foi solicitado. O mais chocante disto tudo para mim, quase que não é o facto dele ganhar mais que o Jójó Cabeça-de-Lâmpada, mas sim de haver acumulação de interesses e de, eis a minha indignação, o sr. Velez ser assessor na área da comunicação. Não da saúde, fiscal, economia, educação ou mesmo cultura, mas sim o assessor que diz ao Marreta Primeiro-Ministro que gravata deve envergar e quais as fitas que deve ir cortar. E depois não digam que os Marretas não são só show off...
P.S. - O gajo em questão ganha mais de 10000 euros só para dizer ao Marreta P-M qual a quantidade de gel a por no cabelo. Tenho que começar a decorar catálogos da Hugo Boss e da Cartier se quiser ganhar bom dinheiro...

quarta-feira, setembro 29, 2004

O país dos Marretas (a direita cada vez mais aperta o cerco)

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Ontem, esqueci-me (prova de que é um acontecimento a esquecer) de falar na vitória do Sócrates nas eleições para a liderança do PS (supostamente o maior partido da oposição).
Lembram-se daqueles míticos debates aos domingos à noite, no TeleJornal da RTP1, entre o actual primeiro-ministro e o novel líder da oposição(?), em que cada um falava, e não se aprendia nada, mais valendo ouvir o incendiário Marcelo Rebelo de Sousa no jornal da TVI? Pois, acontece que são esses dois gajos que vão (esperemos que haja uma comissão europeia, um cargo internacional ou um OVNI que os venha buscar até lá) candidatar-se ao cargo de primeiro-ministro em 2006, representando ambos a direita (sim, o Sócrates de socialista só tem o cartão do partido).
Por isso, portugueses que lêm este post, façam um grande favor ao país: não votem nos Marretas (estes dois gajos são o Waldorf e Statler da política portuguesa, só que sem carisma dos anteriores), estes país precisa de andar para a frente com todos unidos, com as nossas empresas ainda nas nossas mãos e com o Estado a apoiar cada cidadão nas suas necessidades (mas evitando abusos). Com os Marretas, vamos ter montes de fogo de vista para encobrir toda uma série de falcatruas com que a direita dura (sim, porque quem manda na coligação é o Portas e o Bagão, enquanto que no PS fala-se em ética cristã, Sócrates dixit) pretende machadar o país a favor de uns privilegiados, negligenciando a força de trabalho.
Coragem, é o que nos desejo para os próximos tempos.

Um dos últimos

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Este será um dos últimos posts que escrverei na minha fiel (embora nos últimos tempos, irregular) máquina, o meu velho Pentium II, que irá depois de amanhã acompanhar o meu irmão na sua estada coimbrã para cursar História na secular Universidade de Coimbra. Para a semana (pelo andar da coisa, lá pelo fim dela) virá uma máquina nova, Pentium Iv a 3.o Ghz, para me colocar em melhor comunicação com o mundo, via fibra óptica.
Pronto, era só para dizer isto...

terça-feira, setembro 28, 2004

Teen Theatre

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Na sexta-feira passada, fui pela primeira vez ao Centro Cultural de Lagos (espaço muito fixe) ver o Tá-se, uma peça de teatro virada sobretudo para o público adolescente, cujos actores fazem parte da geração "Morangos com Açucar" (Inês Castelo-Branco, Hugo Sequeira, Madalena Brandão e um gajo parecido ao José Carlos Pereira (se calhar até era ele...)).
Foi uma peçazinha à volta da temática coming of age, no caso o fim da universidade e o deparar com o mundo "adulto". Só que para pena de um ou dois espectadores (onde eu me incluia) os textos e temáticos eram todos tão vistos que depressa se chegava à conclusão que aquilo era um mero entretenimento para o público teen . O que salvava um pouco aquele panorama, eram as actuações de Inês Castelo-Branco e Hugo Sequeira, embora se calhar estivessem a fazer deles próprios... Os outros é que eram uma descgraça. O gajo que se calhar era o José Carlos Pereira parecia que tinha acabado de sair da aula de dicção e mandou um ou dois pregos, enquanto que Madalena Brandão voltou a provar que nasceu para ser tia, dondoca, puta, tudo e mais alguma coisa, menos para actriz. Que desgraça, que falta de representação, que falta de naturalidade (e nem mamas tem para compensar a falta de talento...).
Ainda assim, sempre foi um bom engodo para os adolescentes irem ao teatro (e o auditório estava pejado com eles).

Il Benfica stilo milanese

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Este post mostra o atraso que tenho na actualização do blog, pois se tenho escrito até ao passado domingo, tinha mais piada. Ainda assim, queria cumprimentar il signore Trapattoni pelo trabalho que tem vindo a desenvolver no clube da águia, fazendo com que a equipa vá ganhando, enquanto os mais directos adversários vão tropeçando (cito Luis Afonso: "Os benfiquistas estão divididos: não sabem se hão de gostar mais do Peseiro ou do Fernandez..." Eu escolho o Peseiro, ainda mantenho que ele nasceu para talhante e não para treinador de futebol). É bom de ver que o venerando italiano já aprendeu que o Argel só serve para armar confusão nos treinos (mas também, o Everson é algo que ainda ninguém explicou) e fazer discursos aguerridos nas conferências de imprensa (é verdade, o que é feito do João Malheiro, o António Ferro benfiquista?), só sendo pena a sua veia cantenaccia vir muito ao de cima. Mas a equipa benfiquista sempre tem maior poder de decisão que o Porto. Convém lembrar que os bimbos são treinados por um filósofo (a sorte deles é que o ciganinho não é dado a filosofias e os brasileiros são demasiado beatos para pensamentos extra-religiosos). Ainda assim, precisamos de um número 10, já que o Zahovic é o único nesta posição e não faz mais do que esta época em condições. Porque não ir buscar o Jorginho ao Vitória ou Ricardo Sousa à Alemanha?
Uma saudação especial para o Marítimo e para o Belenenses, que estão candidatos ao prémio de outsider do ano (Mariano Barreto e Carlos Carvalhal são treinadores de muita qualidade).
P.S. - Uma palavra para o Portimonense. Para uma equipa de pés-descalços como a deste ano, nada mau terem conseguido duas vitórias.

Joana, a Retalhada? (ou os Moors Murders portugueses)

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Parece algo brutal o título deste post, mas, se formos ver, tem o seu quê de realista. Desde quinta-feira passada que se sabe (?) que Joana, inocente menina dos seus 8 anos, foi morta pela sua mãe e pelo seu tio devido a uma disputa sobre 12, ou 15, ou 20 euros (é tanta a (contra)informação...) que a menina teria recebido da avó. Hediondo, brutal, criminoso, terrífico e outros adjectivos demais não chegam para classificar este acto. Agora, fazer uma telenovela "à TVI" disto tudo é que não. Convém lembrar o facto de que há uma família envolvida (nem todos os Ciprianos devem ser más pessoas, além de que o pai existe..) e uma terreola pequena que ficou algo abalada com os factos (a católica Figueira).
Eu pergunto-me: para quê continuar a fazer directos da casa dos Ciprianos? Nenhum dos intervenientes está lá, além de que os populares estão mais do que "espremidos". Não se aperceberam que o melhor a fazer é deixar as autoridades trabalhar em paz? Trabalhando ao pé do tribunal de Portimão, tenho-me apercebido da elevada taxa de desemprego que assola a cidade, pois na sexta-feira passada, quando os suspeitos foram ouvidos, toda uma multidão de inúteis posicionou-se junto ao tribunal para vaiar os (supostos) criminosos.
Outro facto engraçado (dependendo do ponto de vista), são as peregrinações que têm sido feitas à Figueira para observar (sic) os trabalhos de busca do cadáver da Joana. Segundo indicações de familiares meus que vivem na Figueira, ao que parece, no domingo passado, vieram pessoas dos mais variados pontos do Algarve, com os seus fatos domingueiros e as suas crianças pela mão com esperança de ver o cadáver desenterrado. Para quem conhece a Figueira, digo que a rua que vai da Igreja até à estrada para a Mexilhoeira Grande, atravessando o bairro, estava pejada de viaturas vistantes.
O português é mesmo um ser estranho: se fizermos um comentário irónico sobre qualquer coisa, 98% reagem de forma intempestivamente chocada chamando-nos de tarados, doentes e outros mimos que tais. Só que depois correm todos felizes e lampeiros a ver buscas de cadáveres, incêndios, acidentes viários e até ondas gigantes que os podem matar de um jorro só. Depois admiram-se de estarmos na cauda da Europa comunitária.
Por fim, para que o título tenha alguma justificação, convém lembrar que a PJ tem andado à rasca para encontrar o corpo, não conseguindo obter informação por parte dos suspeitos (se dependesse dos populares, acho que não saberíamos onde está o corpo, pois eles matariam os suspeitos antes deles conseguirem a boca...) , sendo, na minha opinião, que ele esteja nas traseiras do "Pescador" ou nas imediações próximas do bairro. Agora, a várzea em frente é um terreno amplo, assim como os contentores de lixo têm muito espaço e há uns quantos cães vadios na Figueira (se todas as pessoas andam a atirar postas de pescada para o ar, eu não posso também ter as minhas teorias?). Percam as cenas dos próximos capítulos, que isto não tem nada a ver connosco.
P.S. - Vai na volta, a miúda está mesmo na Alemanha, e isto é tudo manhas da mãe e do tio...
P.S. 2 - Ontem, uma das pessoas que estava à porta do tribunal para o linchamento verbal dos suspeitos era um funcionário de uma agência funerária cá do burgo. Será que ele queria entregar um cartão de visita aos familiares da Joana?...

A long, long time ago...

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.. que eu não aparecia por aqui para escrever uns postzitos. Com isto devo ter perdido os meus leitores assíduos (que devem ser muitos...). Muita da culpa de eu não aparecer por cá há muito tempo deve-se ao facto do meu primo Gabriel ter mandado cá para casa a PSX1 dele (comprou uma PSX2) e eu não tenho conseguido parar de jogar naquela coisa (o Hogs of War é viciante). Ainda assim, lá arranjei esta brecha para mandar uns quantos bitaites sobre o que se passa neste insano mundo em que vivemos.

sexta-feira, setembro 17, 2004

O Jaguar fugiu...

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A notícia que hoje abalou o mundo da F1 vem arruinar o pouco crédito que as últimas duas corridas tinham amealhado. O facto de um gigante como a Ford (através da sua subsidiária Jaguar) abandonar o "circo" é sinal de que algo vai mal. Convém lembrar que a Ford sai sobretudo devido às perdas que vem sofrendo estes anos, apesar da imagem da Jaguar ter saído reforçada nesta breve estada na F1, e dando como outra justificação o crescimento galopante de custos para a manutenção de um elevado nível competitivo, ao que o gigante de Detroit não podia responder, face à sua condição económica. A estada da Jaguar na F1 fica marcada por uma confusão a nível directorial e técnico, estabilizada desde a época passada pela dupla Purnell/Pitchforth (curiosamente engenheiros sem qualquer experiencia de dirigismo e que revelaram-se mais eficazes que Rahal e Lauda), tendo também lançado para as luzes da ribalta o australiano Mark Webber, agora a caminho da Williams. Rezam os boatos que a estrutura poderá ser comprada na sua totalidade pelos canadianos da Dofasco, grande conglomerado na área do aço. Esperemos que se concretize este negócio, se não que apareça outro investidor (há quem fale na Red Bull, ligando a General Motors a esta pela compra da Cosworth, para assim conseguir assegurar o forncimento de motores da IRL), pois menos uma equipa nos grids da F1 seria algo trágico para o desporto. Junte-se a isto, a Ford quer também vender a Cosworth, pondo assim em risco o formecimento de motores aos "entrevados" do pelotão, a Jordan (que esteve a um passo de assegurar motores Toyota) e a Minardi, além de poder constituir a estocada final no moribundo campeonato CART, que é exclusivamente motorizado pela marca da oval azul. Eu tenho um Fiesta. Estou orgulhoso do modelo, mas não da marca...

terça-feira, setembro 14, 2004

Caros militantes do PS

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por favor não votem no José Sócrates! Se querem que eu algum dia vote no PS, não ponham o gajo no poleiro do partido! Leiam o artigo que o homem (será que foi ele?) escreveu no nº600 da Visão sobre a dita Esquerda Moderna (pronuncia-se Izquêrda Modêrna) e percebam porque vos dou o conselho acima mencionado. A única coisa que deu para perceber é que o gajo quer transformar numa coisa sem ideário, com o mero objectivo de chegar ao poder, utilizando apenas consultores de imagem (que se manterão, mesmo que o Trócas-te chega ao cadeirão do poder). Lembrem-se acima de tudo de uma coisa: vocês querem votar num gajo que foi do PSD????!!!!

Finalmente uma boa banda de Portimão!

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Neste fim-de-semana o acontecimento em Portimão foi a realização do BMX Summercomp'04, como o nome indica, uma competição de BMX, que decorreu no Parque da Juventude cá do burgo. Tendo em conta a minha apertadíssima agenda, que mesmo ao fim-de-semana está ocupadíssima, só reservei tempo para ir aos concertos que lá iriam ter lugar no sábado à noite. O motivo principal da minha ida até lá foi ver (finalmente) ao vivo uma banda que está a causar algum burburinho nos meios portimonenses, os Guernica Havoc. E de facto, o burburinho confirmou-se. Antecedidos por uma péssima banda de punk californiano à anos 90, os "No time to waste", os Guernica Havoc chegaram ao palco e arrasaram o público com as suas canções. Ao contrário do que se tinha passado com os imbecis de Albufeira (acho que os No time to waste são de lá), a música dos Guernica chamou todo o público para a frente do palco, conseguindo ganhar todo o apoio de um público que na sua maioria estava mais virado para aquela vertente punk-chunga tão característica dos praticantes de BMX e skate, encarado por bandas como os Green Day, Blink 182 ou Sum 41 (entre, infelizmente, muitos outros), que ficaram como que hipnotizados pela som e encenação dos Guernica (que foram ao ponto de ter um jogo de luzes...). A nível dos membros da banda, todos com nota positiva, com especial destaque para o vocalista Luis "Jab" mostrar uma grande evolução na vocalização, desde que se começou a envolver nas lides das bandas de garagem (quem tiver a compilação "Choque Frontal" só com bandas de Portimão, vai perceber o que estou a dizer...) tendo uma boa atitude enquanto "frontman" da banda; o guitarrista Alexandre - muita mestria e classe e a teclista Marta que quando não tinha nada para tocar, ao menos ia dar uns pézinhos de dança, em vez de ficar especada a olhar para o teclado. Uma palavra ainda para a secção rítimica do Paulo Filipe e do Marcelo, a conseguirem provindenciar uma forte espinha dorsal a todas as canções debitadas pelas colunas. A finalizar a noite, uns pseudo-punks de Linda-a-Velha, de seu nome Easy Way, que abriram com uma cover de Guns n' Roses, o que também me serviu de sinal para me ir embora (e segundo toda a gente me disse, ainda foram tocar uma cover do Paulo Gonzo...). A conclusão disto tudo é que finalmente vi (e ouvi, claro..) uma banda de Portimão da qual posso dizer que gostei. Finalmente alguém teve coragem, dentro do universo "garagem" local, de praticar algo para além das referências metal, punk-hardcore, nu-metal, ska e outras porcarias que abundam nas pretensões dos futuros Kurt Cobains desta cidade (atenção que quando meto o punk ao barulho, refiro-me ao sub-sub-sub-sub-género do punk de Los Angeles e arredores dos anos 90, nada a ver com os clássicos de 75-77). Esperemos que alguém das editoras dê atenção a estes 5 moços marafados, que só precisam de limar algumas arestas no som (a influência de Tool ainda é demasiado audível, ainda que respeitável). P.S. - Eu meti um link para o site dos Guernica Havoc neste post, por isso façam o favor de lá ir escutar as músicas que eles lá colocaram, para depois me darem razão...

Os talheres do Grande Lider - A visita semanal

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Nos últimos meses, pelo menos uma vez por semana, tenho ido ao comedouro em questão na crítica desta semana, sendo portanto justo que lhe faça referência (e já o tinha prometido a semana passada). O restaurante em causa é o MN, tal como o da semana passada situado no Montenegro, mas ao contrário do analisado anteriormente, é sempre bom lá voltar. Havendo pouco tempo que se alojou em novas instalações, ainda assim o MN não perdeu aquele "feeling" de restaurante familiar (tirando o empregado de mesa, todos têm um laço de parentesco entre si) tão característico de si, mantendo eu e os meus colegas de Faro uma boa relação com o pessoal, em especial o senhor António (com os seus comentários que pasmam de incredulidade os meus colegas provenientes do outro lado da cortina de ferro) e as suas sobrinhas. Temos ainda a "chef", que além de ser um dos proprietários do restaurantes, é quem garante a superior qualidade gastronómica de pratos que pelo nome parecem banais, mas que de facto poder-se-ão bater com alguns restaurantes ditos de requinte. O grande senão do MN advém da sua procura de qualidade. Para garantir um bom sabor aos pratos, estes são feitos na hora, o que por vezes dá lugar a alguma demora. Junte-se a isso, o facto do serviço de mesas ainda não estar muito habituado à casa nova, e do senhor António e o novo empregado (um moço novo com cabelo encaracolado à anos 70 e voz presa ao cu, mas bem intencionado) ainda não estarem em sintonia um com o outro. A nível de pratos, a oferta é bastante fixa (quer a nível de carne, quer a nível de peixe) sugerindo-se o bife de perú à MN, a açorda de marisco (para duas pessoas), o arroz de polvo e o bife de pimenta. No que diz respeito a vinhos, não faço a miníma porque não os bebo, mas a nível dos ulcéricos refrigerantes, eles (ao contrário da Cidália) têm Pepsi Twist, Ginger Ale (da Schwepps) e Fríze em vários sabores. Eis o veredicto: 4 talheres - Só não levam mais uma estrela, pois o tempo que os pratos demoram a chegar à mesa é demasiado longo, além de que o serviço de mesa ainda anda um pouco desnorteado com a "casa nova". À parte disso, recomendo-vos que vão lá.

segunda-feira, setembro 06, 2004

Adoradores de Eduardo Prado Coelho em Portimão!!!!!

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Lembram-se da Travessa do Cotovelo, aquele programa "tertúlico" que dava na RTP 2, envolto em fumo dos participantes, que tinham direito a bebidas à descrição, via-se uns betos ao fundo do estúdio a jogar snooker e falando tão alto que não se ouvia os verdadeiros intervenientes no programa, e que teve apresentadores tão distintos como Ma-ma-ma-ria Jo-jo-jo-ão Sei-i-i-i-xas (que tinha um adjunto cigano), Clara "Plígio" Correia, o marquês de Fronteira (larga) e Mário "descontra" Zambujal? Pois, as intervenções que vinham desse programa eram o sinónimo desse conceito que se dá em pessoas que se querem armar em boas, mas não pela via material e que têm Eduardo Prado Coelho a desempenhar o papel de Deus, chamado pseudo-intelectualismo. Ora, eu pensava que aqui na minha cidadezinha de Portimão, estava livre de manifestações pseudo-intelectuais, apesar de saber da existência de uns pequenos lampejos, sendo que neste sábado apanhei um balde de água fria. O camarada "Homem do Tambor" mandou-me uma mensagem no sábado à tarde a perguntar se queria ir assistir a uma jam session, que iria ter o FMI do José Mário Branco como abertura. Disse que sim, e quando chegou às 23.00 já estava no ponto de encontro, 0 bar "Porta Velha". Eu já sabia que havia demonstrações dos pseudo-intelectuais (P-I) locais neste bar, mas naquela noite é que foi giro. Já lá estava muito do público da jam session, pavoneando ideias desconexas sempre com uma bebida alcoólica na mesa e o cigarro aceso seguro na ponta dos dedos. Mas o chocante disto tudo para mim, foi quando se iniciou a jam session com o FMI, aqueles bandalhos não se calarem para ouvir o texto, isto apesar dos apelos do impagável LC, o homem que promoveu a jam session. Aliás, a propósito da jam session, foi gira, tirando as vezes em que o LC também participava. Já não basta o homem ter saídas menos felizes quando está sóbrio, quanto mais bêbado... O pessoal estava num improviso fixe e sempre que ele começava a tocar, via-se que algo estava fora de contexto. Mas pronto, ele é um P-I ...

Os talheres do Grande Lider - O banho de sangue

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Não vos aborrece às vezes ir comer a certos sítios, só porque o resto da malta vai lá e vocês não podem ir para outro restaurante? Eu tenho esse aborrecimento sempre que vou ao restaurante em análise esta semana, a Casa de Pasto "Cidália" no Montenegro, Faro. Em virtude do meu part-time "fim-de-semanal" no aeroporto de Faro, tenho que forçosamente comer num restaurante (ou então levar farnel...). Vá lá que os patrões pagam o almoço (obrigado João, obrigado Luís)... Onde normalmente vou almoçar nestas alturas é no restaurante "MN", também situado no Montenegro (e que será alvo de uma crítica nesta coluna, num futuro próximo). Contudo, em situações de maior pressa, vamos à "Cidália". Como foi o caso deste sábado. Confesso que é algo chato ela (Cidália) vir ter às mesas e esfregar-nos as cabeças com umas supostas carícias, os empregados de mesa andarem por lá só por andarem (honra seja feita ao Hugo, filho da Cidália, que até é um gajo porreiro), quando se pergunta o que há para comer, respondem-nos carne ou peixe (e a carta, onde está?) e a comida não ser nada de especial. Neste sábado, foi a minha vez de me calhar a "fava". Quase todos os meus colegas se tinham queixado de qualquer coisa de algumas vezes que tinham lá ido (os meus colegas eslavos já fogem do restaurante), sendo que no sábado fui eu a vítima. Quando chegamos, dirigimo-nos ao balcão para pedir (para quê a senhora arrastar as varizes até às mesas?), sendo o meu pedido um banal bife de vaca BEM PASSADO. Lá nos fomos sentar, esperamos uns momentos pela comida, e eis que quando o dito manjar chega, eu reparo que sangrava. A sério, eu juro que não ouvi a vaca a gritar nas traseiras do restaurante, mas pelo sangue que o bife deitava, ela tinha sido morta na hora... O pessoal fartou-se de gozar comigo e vendo que o meu estado de choque não permitia muitas acções, chamaram o pessoal do restaurante para, desta vez, grelhar o bife. Quando o bife volta, nas mãos da Cidália, esta ainda me pergunta, qual menopausa ofendida, se agora já estava bom! É preciso ter lata... Acho que não vale a pena adiantar muitos mais pontos, passando para o veredicto: 1.5 talheres (em cinco) - Ganha estes talheres pelo Hugo e pela mousse de chocolate que lá têm, senão era o descalabro...

quinta-feira, setembro 02, 2004

Women on Waves II

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Ao que parece foram escrever postulados universais nas paredes da sede do CDS no Largo do Caldas (para quando uma requalificação da baixa lisboeta?), um pouco em reacção ao que se passou com o barco das holandesas. Agora, meus camaradas do CDS (eles devem ficar um pouco lixados com esta designação...), reflictam: quem escreve paredes, normalmente fá-lo como expressão de revolta pessoal. A revolta pessoal muitas vezes sucede na sequência de um mau ambiente familiar. Esse mau ambiente familiar por vezes é causado pelo facto dos filhos não serem desejados em face da parca idade dos pais ou da condição económica que estes detinham aquando da sua concepção, correndo estes (pais) o risco de pesadas sanções judiciais caso quisessem reparar o erro que a sua ignorância em termos de educação sexual (pela qual o Estado nada fez, e a Igreja não deixou fazer) proporcionou. LOGO: Se a despenalização da interrupção voluntária da gravidez (aborto para os leigos) fosse legal há muitos anos, o CDS não teria tido as suas paredes "vandalizadas" (ponho entre aspas, porque frases como morte aos fascistas são sempre justas)...

Women on Waves

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Ao que parece o barco de pavilhão holandês "Aurora" não aportou na Figueira da Foz, não porque as autoridades portuguesas não permitissem semelhante manobra, mas porque a organização holandesa reparou que Helena Sacadura Cabral já tinha dado à luz, e não foi a tempo...

Portugal em Atenas

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Já algo tardiamente, venho partilhar as minhas impressões sobre a lusa partcipação nos Jogos Olímpicos de Verão que decorreram até este fim-de-semana, em Atenas e arredores. Para começar, hossanas a Obikwelu, Rui Silva e, especialmente, Sérgio Paulinho, isto porque a medalha de prata conquistada pelo ciclista de Oeiras foi a que mais surpreendeu o píblico português, ainda que o seu excelente seja plenamente conhecido pelos adeptos da modalidade. Entre os nossos melhores outsiders, há dois que me ficaram em "memória futura": Emanuel Silva (canoagem) e Vanessa Fernandes (triatlo). Ambos conseguiram prestações excelentes para as suas idades (Emanuel tem 18 e Vanessa 19), sendo que podemos afiançar-lhes um futuro medalhado em Pequim'06. Ainda a destacar a prestação de Alberto Chaíça na Maratona, João Vieira na Marcha, os "cabeças-de-vento" Gustavo Lima e João Rodrigues e os judocas João Pina e Telma Monteiro. Em termos de desilusões/azares há a destacar malta calejada. Foi pena ver o fraquejo de Susana Feitor na Marcha, as velhice de Carla Sacramento e Fernanda Ribeiro, a lesão de Nuno Delgado e, acima de tudo, a enorme falta de profissionalismo e espírito olímpico da José Romão - Destruição de Balneários e Esperanças Nacionais Lda. . Mas, convenhamos, para um país que não sabe como apoiar outros desportos para além do futebol, não foi nada mau três medalhas, embora para muita parte do povo saiba pouco. O engraçado disto tudo é que os paraolímpicos vão fazer melhor resultado...

Mesa de cabeceira

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Livro actualmente em uso: Mulheres de Charles Bukowski, edição de bolso da D. Quixote

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