quinta-feira, dezembro 30, 2004

É bem, é bem

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Não posso com a música deles, mas aplaudo o gesto.

quarta-feira, dezembro 29, 2004

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"Os simples planos de exterminação total, que haviam dado bom resultado na Dácia, não eram para aplicar naquele país cheio de uma vida mais múltipla, melhor enraizada, e do qual, além disso, dependia a riqueza do mundo. Passado o Eufrates, começava para nós o país dos perigos e das miragens, as areias onde se fica enterrado, as estradas que terminam sem que se tenha chegado. O menor revés teria como consequência um enfraquecimento de prestígio que poderia ser seguido de todas as catástrofes; não se tratava apenas de vencer, mas de vencer sempre, e as nossas forças esgotar-se-iam nessa empresa. Já a tínhamos tentado: pensava com horror na cabeça de Crasso, atirada de mão em mão como uma bola no decorrer de uma representação das "Bacantes" de Eurípedes, que um rei bárbaro com um verniz de helenismo fez representar na noite de uma vitória que alcançou sobre nós."
Margueritte Yourcenar, Memórias de Adriano, Lisboa, Ulisseia, 1998 (1974), 11º ed., trad. de Maria Lamas, pp.70/71
Não haverá um "je ne sai quoi" de contemporaneidade num texto que se reporta ao Império romano, no extertor do reinado de Trajano (117 D.C.)? O império romano atingiu a sua maior dimensão aquando do reinado deste imperador, depois nunca mais atingiu esses limites. Não sei se a história continuará a ter paralelo com a actualidade, infelizmente...

Vão fazer companhia ao Portimonense

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Agora é que o Beira-mar sai da Super Liga...

terça-feira, dezembro 28, 2004

Brutal

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Imagine o estádio do Dragão com 50.000 cadáveres. Imagine os prédios de Telheiras subitamente transformarem-se em ruínas. Imagine estar no Largo da Portagem em Coimbra, e de repente dar consigo a batalhar para não ir parar ao fundo do leito do Mondego. Pois é, houve pessoas que sofreram situações algo comparáveis aos exemplos em cima ilustrados.
Respeitemos a natureza, é maior ilação que podemos tirar da Tragédia que assolou a maior parte da costa do oceano Indíco. Não somos nada perante a sua força.

Eng. Sócrates, caso realmente seja de esquerda e venha a ser eleito...

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... então, por favor, retire o Pe. Borga da Praça da Alegria da RTP1, porque ainda não consegui perceber o que ele lá faz, cortando-se assim na despesa da RTP. Aproveite a ocasião, e mude também a hómilía dominical da RTp1 para a "A Dois". E já que mudamos de canal, volte a colocar o segundo canal da televisão pública no estado em que estava, antes do aparecimento do Nuno Morais Sarnento.

segunda-feira, dezembro 27, 2004

2º Update

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Esta manhã transfomei parte do guito de Natal em prenda, comprando o Barranco dos Cegos do Alves Redol, e o meu irmão ofereceu-me os Crimes Exemplares de Max Aub. As oferendas de Natal não deverão ficar por aqui, pois já fui intimado pelo poder maternal a comprar uns ténis novos, sob pena de um dia acordar e deparar com os actuais no lixo, tendo depois que utilizar os meus abomináveis sapatos de vela em tons de creme (não fui eu que os comprei!), até proceder à dita aquisição...

domingo, dezembro 26, 2004

Prognósticos? Convém serem antes do início da época...5

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9. Jordan/Toyota - A equipa de Eddie Jordan precisa de fazer um bom mundial sob pena de ver as suas portas fechadas, mesmo antes do fim da época. Desde que perdeu os motores oficiais da Honda, a Jordan só tem vindo a trabalhar com versões-cliente do Cosworth V10, que, como sabem, não são nem serão a referência do plantel. A quebra de resultados (interrompida pela vitória surpresa de Fisichella no GP do Brasil de 2003) tem vindo a afectar as finanças da equipa, mormente a atracção e permanência de patrocinadores. Apesar da fidelidade da Benson & Hedges, "EJ" já perdeu a DHL e a CCTV, deixando a sua equipa com bastantes debilidades financeiras (apesar de ter uma considerável fortuna pessoal). Ainda assim , para tentar contrariar esta tendência, Jordan contratou o projectista Mark Smith (que já tinha estado na equipa anglo-irlandesa) à Renault, para desenhar o carro da próxima época, e garantiu os motores Toyota, conhecidos por serem dos mais potentes na actualidade, isto numa espécie de último fôlego.
Será a opção por motores que poderá condicionar um pouco (mas como as coisas andam pelos lados de Northampton, só mesmo um pouco...) a escolha de pilotos, com os protegidos da Toyota, Ricardo Zonta e, sobretudo, o australiano Ryan Briscoe, a ganharem algum protagonismo. Contudo, a necessidade de dinheiro é grande, e se calhar não compensa o desconto que a Toyota possa vir a fazer nos motores, caso Jordan aceitasse um destes pilotos. Como dizia uma pessoa num fórum da Internet que li há pouco tempo, se o Rodrigo Gallego (português, campeão em título do Mundial de F1 históricos) tivesse a verba necessária, poderia guiar um dos carros da Jordan ou da Minardi... Numa perspectiva mais real, o nome mais falado é o holandês Robert Doornbos, companheiro de equipa de Vitantonio Liuzzi na pretérita temporada de F3000, sendo que o "nosso" Tiago Monteiro também tem mantido contactos com a equipa.
O futuro da Jordan passa quase que imperetrivelmente pela venda da equipa. A Arden International, dominadora das últimas temporadas de F3000, esteve em demoradas negociações para o fim atrás mencionado, só que Eddie Jordan não cedeu nas suas condições. A Midland F1 visitou as instalações da escuderia a semana passada, mas deverá prosseguir a intenção de ter o seu chassis construído pela Dallara, restando só a petrolífera chinesa Sinopec, que já desejou aumentar a sua exposição no mundo da F1, e não se importaria de fazê-lo em grande estilo, tendo a Jordan já pensado no "Império do meio" ao conseguir atrair patrocinadores chineses nas últimas duas épocas e realizando acções de promoção na China.
Eu só espero uma coisa: que o fim da Jordan não seja o mesmo da Arrows, da Prost, da Forti, da Larrousse, e outras que tais...
10. Minardi European- Os bravos do pelotão. A pequena equipa anglo-italiana tem duplicado os seus esforços de luta contra a corrente, desde que foi adquirida pelo australiano Paul Stoddart. Este sósia de Russell Crowe com ressaca e cabelo preto tem lutado com todas as usas forças para conseguir uma melhor distribuição das verbas da televisão para as equipas mais pequenas, sendo que também tem pugnado muito por medidas que visem a redução de custos. A Minardi nunca teve um motor de fábrica, nunca tendo podido dar um salto de desenvolvimento, apesar de contar com técnicos competentes nas suas fileiras.
Julgo que quase todos nós temos aquele apreço pela Minardi por ser a equipa que não verga ao grande capital das equipas maiores (esquerdismos á parte...), por se tentar manter sempre à tona da água e, mesmo com poucas capacidades financeiras, muitas vezes dar chances a pilotos que não podem contribuir com a quantidade de dinheiro que a equipa necessaria. Mas é graças a este mecenato "pilotal" que nomes como Martini, Nannini, Fisichella, Trulli, Alonso ou Webber, estrearam-se na F1.
É a partir desta "vontade" de ajudar os mais novos, que muitas vozes apontam como forte candidato à única vaga para piloto, o francês Franck Montagny, campeão das World Series by Nissan de 2003 e piloto de testes da Renault na pretérita temporada. Tiago Monteiro também está na corrida, depois de ter sido um dos piltos de testes da equipa de faenza na temporada passada. A outra vaga já está atribuída ao piloto pagante da "praxe", o holandês Christijan Albers, patrocinado em "grande" por John de Mol, o fundador da Endemol, que pretende agora construir um novo "império" nos canais de cabo da TV holandesa.
No que diz respeito a chassis deverão fazer uma evolução do já envelhecido PS04B, e a unidade motriz será um Cosworth (a Minardi esteve para voltar aos velhinhos European V10 de 2001, até se saber da "salvação" da Cosworth), restando saber se será uma unidade igual à da Red Bull, ou se haverá algum privilégio por parte da equipa austríaca para ter melhores motores.
Eu sei que parece panfletário, mas... Avanti, Minardi!
P.S. - E acaba aqui a análise por equipas da próxima temporada de F1. Actualizações serão feitas à medida que as notícias sobre o "circo" o justifiquem.

sábado, dezembro 25, 2004

Update

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Esta tarde empaturrei-me na casa da minha madrinha e ainda recebi mais umas quantas prendas. Eis o rol: guito, duas caixas de chocolate belga e dois livros ( O arranca-corações de Boris Vian, e O falcão emplumado de Robert Lundlum).
Moral da história neste natal: irei aumentar a minha "bagagem" literária, sendo que no período de tempo em que isto decorrerá, vou-me alimentar de chocolates. Quando chegar ao fim da minha epopeia bibliográfica, terei que usar o guito para subsidiar os medicamentos para tratamentos da diabetes que arranjei devido aos doces. A garrafa de Bailey's entrará em acção, caso os chocolates provoquem uma situação de obesidade mórbida, podendo ser o rastilho para algum impulso suicida.
Mas isto não vai acontecer. Sou muito picuinhas com os meus livros, e não suportaria vê-los com nódoas de chocolate...

sexta-feira, dezembro 24, 2004

Para o ano há mais

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São 10.20 e já abrimos as prendas cá em casa. A minha avó costuma-se deitar às 21.00, o meu pai hoje levantou-se às 04.45, e eu estou de pé desde as 06.10 da matina. E também, era tão poucas as prendas, que não valia a pena grandes suspenses. A destacar, no que diz respeito às minhas prendas, o "Retrato do artista enquanto jovem" do James Joyce, e "O milagre segundo Salomé", de José Rodrigues Miguéis. Junte-se a isto uma garrafa de Bailey's, 2 caixas de Ferrero Rocher, uma de Bacci e guito. Mas amanhã sou capaz de receber mais ou duas ;).
Mas não sigam o meu exemplo, esperem até à 0.00 para abrir as prendas (mas não vão à mssa do galo, s.f.f.)!

O costume nesta altura...;)

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O jantar já está quase a sair para a mesa. Hoje é "especial de corrida", já que como os meus pais (especialmente a minha mãe) gostam de manter um pouco de tradição, a mesa hoje vai ter um aspecto mais rebuscado, com uma ementa mais "exótica" (eu e o meu irmão conseguimos fazer valer o nosso lobby anti-bacalhau...). O cheiro já me chega aqui à sala. Assim, de fugida, vinha desejar votos de um natal muito pagão para a malta toda, em especial para os leitores deste mísero (fica bem parecer humilde....) blog. Vá, vão abrir prendas e ficar diabéticos com tanto chocolate!... O Grande Líder Branquista

quinta-feira, dezembro 23, 2004

Duos tenebrosos

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Hitler/Mussolini, Franco/Salazar, Stalin/Molotov, Reagan/Bush, Pétain/Laval, Berlusconi/Bossi/Fini (OK, aqui é um trio...), Frank Farian/Milli Vanilli, Armando Gama/Valentina Torres, Fujimori/Montesinos, e agora estes!

Prognósticos? Convém serem antes do início da época...4

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7. Red Bull/Cosworth - Uma das coqueluches da próxima época, nascida das cinzas da Jaguar Racing.
Finalmente Dietrich Mateschitz, o dono da Red Bull, conseguiu adquirir uma equipa de F1 com pleno controlo (já tinha tido a maioria das acções da Sauber, mas com o comando da equipa entregue a Peter Sauber), tendo assim um excelente veículo para popularizar a famosa bebida energética dos touros vermelhos. E esperem por muito barulho por parte desta equipa, já que Mateschiitz faz tudo para que se pronuncie o nome Red Bull. Temos como exemplo a questão dos pilotos da equipa.
David Coulthard, sabendo que não continuaria na McLaren, tinha começado a negociar com a Jaguar por volta de Agosto/Setembro. Entretanto, deu-se a súbita e infeliz decisão da Ford Motor Company de vender a Jaguar Racing e a Cosworth, o que não fez com que Coulthard deixasse de falar com Tony Purnell e David Pitchforth, os chefes interinos da equipa (e que lá continuam, mesmo depois da transição). Mateschitz sabia que precisaria de um piloto experiente, e decidiu-se por Coulthard (também, com a experiencia e capacidade do escocês, no mercado, só Nick Heidfeld, ou, neste caso sem rodagem competitiva, Pedro de la Rosa). Claro que não soltou logo a informação para o público, correndo muita tinta nas rotativas e bits em páginas web. E acreditem, vai ser o mesmo com o segundo carro, a ser disputado entre o austríaco Christian Klien, que transita da época passada, e o italiano Vitantonio Liuzzi, campeão em título da F3000. O mais certo é ser Klien o escolhido, pois além de ser patrocinado pela Red Bull de longa data, provém do país de origem da equipa, o que aumenta a pressão feita pela opinião pública austríaca. Será isto que muito possivelmente vai tramar a candidatura de Liuzzi, que, como já foi dito, em post anterior, não aceita o cargo de piloto de testes. Mas, qualquer que seja o desfecho da questão do segundo carro, isso não deverá afectar a atribuição do 3º carro (o dos treinos de sexta-feira), que deverá ser entregue ao suíco Neel Jani, "roubado" à Sauber.
No que diz respeito a motores, esse será talvez o ponto franco da equipa, pois se o Cosworth já era o motor que menos impressionava a temporada passada, imagine-se agora o que a Cosworth Racing, adquirida pelos americanos Kevin Kalkhoven e Gerald Forsythe, proprietários da antiga CART nos EUA, irá fazer com uma menor verba...
No que diz respeito a equipa técnica, é mais ou menos a mesma do ano passado, novamente liderados por Purnell e Pitchforth, e que se mostrou competente, só precisando de um pouco mais de dinheiro que o ano passado, para fazer as coisas um pouco mais bonitas.
Um último reparo no que diz respeito à questão do segundo piloto. A saída da Red Bull do capital da Sauber em 2001, deveu-se a uma questúncula que sucedeu entre ele (Mateschitz) e Peter Sauber. Mateschitz queria impôr o brasileiro Enrique Bernoldi (que mais tarde assinaria pela Arrows para as duas temporadas seguintes, sem grande sucesso diga-se de passagem, e que se arrastou nos últimos dois anos pelas World Series by Nissan, sendo inclusivamente batido por Tiago Monteiro na luta pelo vice-campeonato da pretérita temporada) e Sauber deu o volante a um jovem finlandês, que só tinha uma temporada completa nos automóveis, que se tinha acabado sagrar campeão na F. Renault inglesa (!). Portanto, senhor Mateschitz, se ler estas linhas e tiver consciencia das suas acções passadas, contrate o Liuzzi...
Ah, o jovem finlandês chama-se Kimi Raikkonen...
8. Toyota - A equipa baseada em Colónia é o paralelo ao governo de Santana Lopes no mundo da F1, isto é, despesismo sem resultados práticos... Três temporadas e nem um pódio para a equipa do maior construtor mundial de automóveis. A gestão da equipa tem sofrido mudanças, a direcção técnica tem sofrido mudanças, a secção dos motores também não tem conhecido estabilidade. E na temporada finda, até os pilotos foram vítimas do carrossel das vontades nipónicas, com Cristiano da Matta a rescindir com a equipa, o tester Zonta a ser chamado para ocupar o seu lugar, e um ménage à trois entre Zonta, Panis e Trulli nos últimos dois GP's da temporada.
Na próxima temporada, talvez as coisas apresentem um quadro (resultados) diferente. Pela primeira vez, a dupla de pilotos é contituída por dois pilotos vencedores de GP's (Trulli e Ralf Schumacher), o TF105 será o primeiro monolugar da equipa a ser totalmente supervisionado por Mike Gascoyne, e o motor delineado por Luca Marmorini deverá a continuar a ser um dos melhores do plantel. Posto isto, o que poderá falhar numa equipa, cujo orçamento só deverá ser menor que o da Ferrari e, talvez, da Williams e McLaren? Nas outras temporadas também se esperava muito... Mas o Trulli e o Mike Gascoyne são gajos porreiros, era fixe que, pelo menos para os lados deles, não houvesse (outra vez) barraca...

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Prognósticos? Convém serem antes do início da época...3

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5. Mclaren/Mercedes - A equipa de Ron Dennis, juntamente com a Williams, viu-se batida por duas equipas (BAR e Renault) com muito menos experiência de F1 que as suas próprias escuderias, só conseguindo uma vitória na época transacta, mais concretamente no GP da Bélgica, por Kimi "the ice man" Raikkonen.
Para a próxima época, Mr. Dennis já deu ordens a Adrian Newey (o director técnico da equipa) e seus pares para não realizarem carros tão revolucionários como os fatídicos MP4/18 e MP4/19, demasiado à frente do seu tempo. Terá que haver também um maior esforço por parte dos técnicos da Mercedes, pois os motores germânicos eram dos que mais partiam na pretérita temporada.
No que diz respeito a pilotos, saiu o "histórico" Coulthard para dar lugar ao irascível Juan Pablo Montoya. Quando o colombiano foi para a Williams, tratou logo de demarcar o seu espaço em relação a Ralf Schumacher. Será que consegue fazer o mesmo com Kimi? Em minha opinião não, pois Raikkonen consegue ser ainda mais frio que Hakkinen (a quem sucedeu na Mclaren e é o natural "herdeiro"), além de que Ron Dennis o trata quase como um "filho" (tal como fazia a Hakkinen nos tempos da parelha Hakkinen/Coulthard). O que é certo é que será talvez uma das duplas mais fortes do Mundial vindouro, a par da dupla Alonso/Fisichella na Renault (Schumacher/Barrichello não são para aqui chamados, pois sabemos que a Ferrari vai trabalhar em prol do alemão, sendo "Rubinho" mais um nesse esforço).
Uma questão interessante na Mclaren, será saber quem vai ser o 3º piloto às sexta-feiras, já que, devido ao facto de ter terminado em 5º no Mundial de Construtores, a Mclaren tem direito a participar a um piloto extra nesses treinos. Alexander Wurz, o principal piloto de testes dos últimos anos, já disse não caber no novo MP4/20, e Pedro de la Rosa (o segundo piloto de testes) não tem entrado nas cogitações. Os principais candidatos a essa vaga são o britânico Jamie Green e, pasme-se caro leitor, Mika Hakkinen. Passe-se a explicar: Jamie Green
sagrou-se, esta época, campeão europeu de F3, sendo lógico que passasse para uma das 6 (!) fórmulas que estão na antecâmara da F1. Ao invés disso, optou por assinar um contrato com a Mercedes para correr no DTM 2005 (carros de turismo). Ora, a Mercedes é a fornecedora de motores da Mclaren e detentora de 40% do capital desta. Ele (Green)não se iria sacrificar neste ponto da sua curta carreira, pois não? No que diz respeito ao bi-campeão Hakkinen, vai regressar às competições, também no DTM 2005, também pela Mercedes, e é o filho pródigo da Mclaren... apesar da equipa ter desmentido o seu regresso (mas como no futebol e política portugueses, na F1 o que hoje é verdade amanhã é mentira). Uma última nota para a mudança de patrocinador principal da West para a Johnny Walker, a ser concretizada lá para meados da próxima época.
6. Sauber - Peter Sauber poderá se ter colocado num lindo sarilho, quando assinou a proposta de redução de testes, contra a vontade da sua parceira Ferrari, e ainda trocando os pneumáticos Bridgestone pelos Michelin (mas isto sempre interessaria à Scuderia, já que veria como é que os pneus franceses reagiam à sua mecânica). O que se fala no mundo da F1, é que a Ferrari vai deixar de fornecer motores à equipa helvética em 2006 (passando a fornecer a neófita Midland F1), deixando Peter Sauber à mercê de motores privados. Mas o suíço tem sabido jogar no mundo do desporto automóvel, e se calhar não foi á toa que construiu o mais moderno túnel de vento da F1 actual (olá grupo VW?). Junte-se a isto, o facto de ter perdido o dinheiro da Red Bull, embora isso não deva constituir grande problema, pois o Credit Suisse (accionista maioritário da equipa) deverá conseguir bom dinheiro de algum dos seus clientes para apoiar a sua equipa.
No que diz respeito a pilotos, Sauber pode ter cometido um erro de casting, ao contratar Jacques Villeneuve (ainda por cima, por duas épocas...) em vez da rising star Vitantonio Liuzzi (campeão em título da F3000), com Villeneuve a fazer os três últimos Gp's de 2004 com a Renault, não mostrando nada de jeito (além de estar obeso), enquanto que Liuzzi tem impressionado tudo e todos com os testes que realizou para a Sauber e Red Bull. Vá lá que Felipe Massa está a evoluir a olhos vistos. Já agora, enquanto todas as equipas estão acautelar jovens promessas (Mclaren, BAR, Ferrari, Renault, etc.), a Sauber deixou fugir Neel Jani, o único jovem que tinha "apadrinhado", para a Red Bull...
Esperemos que esta equipa volte a repetir a boa época realizada o ano passado, com Massa a afirmar-se cada vez mais no mundo da F1. mas com um motor versão-cliente nunca será fácil.

terça-feira, dezembro 21, 2004

Irra...

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... o Bagão é do caraças. Agora, nos jornais todos da TV, sacou de uma página de um jornal estrangeiro qualquer, página essa que continha um artigo explicando que a Alemanha tem um défice público maior que o de Portugal, e que iria vender os direitos aos rendimentos futuros à Deutsche Post (os correios alemães) até 2090. E claro, frisou logo que nem lhes passou pela cabeça fazer semelhante comentário (ao nosso (des)governo, claro), dando logo a ideia de que a proposta de alienação de património (agora aligeirada para o formato ALD) er a perfeita legítima. Portugueses, no dia 20 de Fevereiro de 2005, até vale a pena votar no POUS (eu ia dizer no PPM, mas ia-me esquecendo que é um partido de direita e é liderado pelo palhaço do Nuno da Câmara Pereira...)!

Prognósticos? Convém serem antes do início da época...2

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3. BAR/Honda - A próxima época já está a ser marcante para esta escuderia. É que a Honda, há poucas semanas, comprou uma considerável quantidade de acções da equipa, à sua proprietária, a British American Tobacco, assumindo assim uma ligação cada vez maior com o mundo da F1. A outra mudança a registar é a saída de David Richards do comando da equipa, sendo substituído por Nick Fry. Isto será o que aqueles partidos de "centrão" gostam de chamar de "evolução na conitnuidade", já que Nick Fry provém da Prodrive, a empresa que Richards dirige e à qual retorna. Salienta-se também a permanencia de Geoff Willys (o director técnico), mesmo depois de ter recebido um convite da Ferrari.

Mas crucial para a BAR, na próxima época, vai ser obter a primeira vitória para equipa, que lhe escapou na temporada finda (espceialmente no GP da Alemanha), pois se tal não acontecer, a moral da equipa ficará algo por baixo. As prestações vindouras também serão essenciais para manter Button na equipa, pois já se diz à "boca cheia" que o britânico irá transitar para a Williams em 2006. Ainda assim, a política de pilotos da BAR está a ser gerida com muito primor, já que prolongaram o contrato a Anthony Davidson (o 3º piloto), piloto que chegou a ser pretendido para ocupar o lugar ao lado de Webber para 2005, e encetaram um programa de desenvolvimento de condutores que inclui os muito promissores Alan van der Merwe (campeão inglês de F3 em 2003), Adam Carroll (vice-campeão inglês de F3, em título) e James Rossiter ("rookie" do ano da F3 inglesa, esta época). Ah, e se Takuma Sato continuar a evolução demonstrada o ano passado, então a BAR pode estar tranquila.

4. Renault - A equipa anglo-francesa irá tentar melhorar a prestação de 2004 (lógico que as outras a equipas irão fazer o mesmo...), no sentido em que a pretérita temporada foi algo de muito estranho. Por um lado, voltaram a ganhar um GP, por Jarno Trulli (o prestigiante GP do Mónaco) e acabaram no 3º lugar do mundial de construtores (e Alonso atrás dos pilotos da Ferrari e do surpreendente Button, no Mundial de Pilotos), mas o R24 nunca se revelou tão eficaz quanto o R23/R23B (os pilotos sempre classificaram o carro como instável), e a própria gestão da equipa arranjou maneira de "lixar" a prestação do segundo carro, isto é, Briatore, depois de Trulli dizer a quem quisesse ouvir que pretendia sair do management de Briatore, não se importava de continuar na Renault, mas por um salário maior, então o ex-namorado de Naomi Campbell e Heidi Klum (quem não conhecer a personagem, poderá identificá-lo assim) fez questão de que Trulli tivesse uma segunda metade do campeonato, com prestações piores do que no tempo em que conduzia para a Minardi... Moral da história, a partir do GP de França, Trulli nunca mais pontuou, saindo da equipa, após o "seu" GP de Itália, juntando-se nas últimas duas provas (e para a temporada de 2005) às fileiras da Toyota, sendo substituído pelo ex-campeão e gordo Jacques Villeneuve.

Mas deixemos o passado em paz. A Renault terá que apresentar resultados, pois a administração da companhia francesa mudará no próximo ano, sendo o presidente Louis Schweizer substituído pelo brasileiro Carlos "cost-cutting" Ghosn, e equipa poderá ver os seus dias contados, se não fizer nada de jeito... Para isso, voltará a contar com o "wonder boy" Fernando Alonso e, na sua última oportunidade numa equipa "grande", Giancarlo Fisichella, conhecido por colocar na sombra os seus companheiros de equipa (Pedro Lamy foi a sua primeira vítima...).

Só que para infortúnio dos "franciús", também é Briatore que vai continuar a mandar na equipa...


segunda-feira, dezembro 20, 2004

Progn´sticos? Convém serem antes do início da época...1

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Há muito tempo que não vinha falar do campeonato-mor do automobilismo aqui neste vosso blog, e como sempre, vou fazê-lo através da prestidigitação (acho que é assim que se escreve) do que ainda falta resolver no line-up da próxima temporada e perspectivas para o futuro. Para o texto não ficar tão pesado, vou dividi-lo pelas equipas inscritas no Mundial de F1'05:
  1. Ferrari - A escuderia de Maranello parte como natural favorita para a conquista dos campeonatos de pilotos e construtores, depois do domínio demonstrado em 2004. Enganem-se aqueles que estão à espera de um decréscimo de perfomance por parte de Michael Schumacher, que só agora, com a partida de Olivier Panis, é que passou a ser o piloto mais velho em actividade. A haver um "abaixamento" de forma na equipa Ferrari, esse passará mais por Rubens Barrichello, mais fraco a nível a psicológico que o campeoníssimo alemão. Só para comprovar, todos os pilotos, quando obtêm a sua 1ª vitória num GP, exultam "a montes" e lá deixam uma lágrima ao canto do olho, furtivamente sair. Pelo menos, foi assim com as primeiras vitórias que assisti (os irmãos Schumacher, Hakkinen, Coulthard, Panis, Trulli, Herbert, e poucos mais). Agora, quando "Rubinho" ganhou o GP da Alemanha em 2000 (a sua 1ª vitória na F1), chorou que nem uma "Madalena arrependida", só faltando pedir à FIA que o desclassificasse o piloto brasileiro, só para acabar com a choradeira, até parecia que tinha sido violado na pesagem antes da subida ao pódio... Barrichellices à parte, a única coisa a objectar neste momento à Ferrari, é o facto de estara boicotar os esforços de FIA e das outras equipas, no sentido de encurtar os custos no mundial de F1, sobretudo através da limitação de testes privados, o que vai contra a filosofia da Ferrari, detentora de duas pistas (Fiorano e Mugello). Esse acordo de redução de custos já terá sido assinado, o que vai fazer com que as vitórias da Ferrari, irão ter um valor mais curto, já que sempre partiram com uma maior vantagem a nível de testes em relação às outras equipas. Só para acabar, a equipa italiana, fazendo finca-pé à política de redução de testes, contratou o catalão Marc Gené (ex. Williams, Minardi) para o cargo de 2º piloto de testes, aproveitando assim os conhecimentos que Gené tem sobre os pneus Michelin (a Ferrari corre com Bridgestone), e não deverá apresentar o F2005 logo no 1ºGP da época, só o devendo fazer por alturas do GP de San Marino.
  2. Williams/BMW - A escuderia liderada por Frank Williams e Patrick Head terá que se esforçar um pouco este ano, pois a BMW começa a estar desesperada pela ausência de resultados de maior monta, podendo muito bem sair da equipa. Já não haverá o problema da fricção entre os pilotos de equipa, visto que Montoya e Ralf Schumacher saíram da equipa, e, se o bom senso imperar, a Williams não colocar Antônio Pizzonia ao lado de Mark Webber, já que os dois não se "curtem" muito desde os tempos em que foram colegas de equipa na defunta Jaguar, devendo apostar no alemão Nick Heidfeld (convém agradar à BMW, e sempre é um dos melhores pilotos desempregados) ou no italiano Vitantonio Liuzzi (campeão em título de F3000, e já deixou marca nos testes que realizou com a Sauber e Red Bull). E este segundo lugar, será sempre um lugar provisório, pois Jenson Button, a não ser que faça uma época espectacular com o BAR/Honda, deverá voltar à equipa que o lançou na F1, fazendo com que o ocupante desse carro nesta época "salte" (daí a maior probabilidade de ser Heidfeld a ocupar o lugar, já que não se importaria de passar a piloto de testes em 2006, o mesmo não acontecendo com Liuzzi, que já afirmou estar na F1 para competir, e não para testar). No que diz respeito ao novo carro, o FW27, não deverá começar tão mal como o FW26, pois a Williams já fez questão de despedir a aerodinamista de serviço, a italiana Antonia Terzi, e contratou Loic Bigois, um francês relativamente novo, mas com juita experiência de F1.

Fica para já o prognóstico para Ferrari e Williams/BMW. Não perca amanhã: Renault e BAR/Honda...


domingo, dezembro 19, 2004

"Early morning post" o caraças...

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À hora que vos escrevo este post, é que devia estar a acordar, mas desde das 01.20 horas de hoje que qualquer coisa está a bater mal. Senão vejamos:
  1. Morar no campo não é tão bom como pensam - Ontem à noite, fui sair com o pessoal. Como é lógico, algumas horas mais tarde regressei a casa e, por volta da hora atrás mencionada, fui-me deitar. Acontece que ao mesmo tempo que caio na cama, os cães da vizinhança começam a comunicar entre si. A troca de impropérios caninos deve ter sido de tal forma gravosa, que eles começaram a juntar-se junto à janela do meu quarto (sic)! Pelo menos, ao que me apercebi, o meu Black não se quis misturar muito com a confusão. Estavam todos num gavelo, com direito a mordidelas e tudo (talvez um dos cães fosse adepto do FC Porto e não suportasse a gozação que os outros faziam com o Pinto da Costa...). Ainda deu para ouvir o meu irmão ir à rua, expulsar os cães e ir fechar o portão de casa. Pouco depois, lá consegui pregar olho (mas ainda levaram meia hora, naquela discussão).
  2. Dormir não é descansar - Costuma dizer-se que uma das razões de uma pessoa andar cansada, é o facto desse indivíduo não dormir o suficiente, sendo que depois de se dizer isto, as pessoas costumam sempre louvar as propriedades sanatórias do sono e partem para rebuscados exemplos pessoais. Tá mal!... Aqui o vosso escriba, no supostamente ideal mundo dos sonhos, viu-se envolvido numa ida à praia que envolvia velhos fantasmas e um encontro com o patronato, saltando depois para uma situação absurdamente irreal. Passo a descrever: Saí eu de casa, supostamente para apanhar a boleia para ir para Faro trabalhar na rent-a-car (o meu part-time da vida real). Só que para ir para Portimão (como já disse, moro no campo), enveredei por uma estrada que iria dar do mini-viaduto (o último antes de virar para Portimão, quando se vai no IC4 da N125) até ao Hospital, de uma maneira directa. Chegado ao cruzamento do Hospital (sim, eu sei que é uma rotunda, mas já vos disse que isto é um sonho), reparo que na via que se atravessava à minha frente, estava um Clio da primeira geração (mas já com o restyling), com uma cor entre o branco e o creme, parado, sem ninguem lá dentro, enquanto do outro lado da estrada estavam quatro indivíduos à volta de um outro estendido no chão, aparentemente morto. No momento em que deparo com a cena, o Clio parece-me familiar, as caras deles também (o estilo deles fazia lembrar o pessoal do "Reservoir Dogs" do Tarantino), e a polícia (juntamente com uma ambulancia) estavam a chegar ao local. Convém dizer que os supostos criminosos estavam a sair de cena co um estilo muito cool (até parece que lá vi o Steve Buscemi e o Tim Roth...). Tomado de pânico, fujo para o Hospital, logo ali, e ando à procura de refúgio no pátio central (sim, eu sei que o Hospital de Portimão não tem pátio central...), telefonando ao meu contacto da rent-a-car para me vir buscar, estando ainda cerca de 10 minutos (tempo de sonho) naquela angústia de que os meus nunca mais chegavam e o pessoal do Clio podia vir ter comigo depois de me ter visto na cena do suposto crime. Não me lembro de mais nada (felizmente...).
  3. Não se brinca com a electrónica - Ontem a mexer na aparelhagem cá de casa, ou eu ou o meu irmão devemos ter activado o timer do "bicho" sem querer. Moral da estória: eram para aí umas 09.40 (eu deveria ter dormido até umas 10.30/11.00, estimativa pessoal) e começo a ouvir uma data de comentários sobre os filmes que estão actualmente, ou vão estar, nas salas de cinema do nosso país. Antena 3 a acordar Portugal, ou pelo menos, esta parte do Algarve...
  4. Sou um bom neto - A cereja em cima do bolo, é o facto de, quando fui comer o "petit-déjeuner" (pequeno-almoço para leigos), a TV estava ligada na homília dominical da RTP1. Mas como a minha avó estava à mesa, não mudei de canal...

P.S. - No intervalo mediante entre a missa e o programa com animais que deu a seguir, vi que a Igreja Católica está a queimar os últimos cartuchos da chance de ter um (des)governo de Direita a mandar no país, ao fazer com que a RTP gastasse o dinheiro dos contribuintes a comprar mini-séries e telefilmes com títulos e temáticas sugestivas como "Sansão e Dalila", "José", "David", "História das Virtudes", e mais ou outro que me esqueci do nome. Ah, o Sequim de Ouro passou do primeiro dia do ano, para o fim-de-semana de Natal. Ai o Natal, o Natal, vá lá que ninguém leva a mal...


quarta-feira, dezembro 15, 2004

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Como aqui em Portimão ainda se vive da hernaça da UDP, e não se pensa em abrir uma boutique da Gucci Guerrilla, fica aqui um texto sobre a eterna questão do racismo/xenofobia, escrita pelo meu "mestre-escola das matemáticas" do 7º ao 9º ano, o professor Luis Moleiro. Escrito com precisão matemática...

Alvíssaras! Alvíssaras!...

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Estava eu, há bocado, na cozinha da minha casa, jantando, com a TV ligada no canal do "sô" Paes do Amaral (os meus pais ainda estão no topo da hierarquia cá em casa...), quando no jornal do dito canal, aparece a uma notícia muito sui generis: o governo, do "bolo" do PIDDAC, atribui 5000 euros, isto é, 5000 euros é o que o Estado dá para todas as construções e reparações que a CM de Aljezur tenha que operar no concelho, durante TODO o ano vindouro. Como mostraram no jornal do Paes, tendo em conta que a população do concelho ultrapassa os 5000 habitantes por uma pequena margem, verficamos que a verba do PIDDAC per capita perfaz cerca de 95 cêntimos.
Isto não será gozar com o Algarve e com o interior do país? Aljezur é um concelho com enormes restrinções no que diz respeito á política construtiva, em virtude de estar incluído no Parque Natural da Costa Vicentina, não podendo atrair os célebres (mutias vezes por más razões) empreendimentos turísticos, tão característicos do Algarve, resultando em pequenas quebras da lei, como construções em cima da arriba sul da praia da Arrifana. Este concelho deveria era ser acarinhado e não maltratado pelo governo. Mas se formos a ver, não tem nada parecido a Vale de Lobo, Vilamoura ou a Quinta do Lago (só a ilegal urbanização inacabada de Vale da Telha, da responsabilidade de Sousa Cintra), logo não interessa a este flamboyant governo de direita...
Muitos estrangeiros têm optado por ir viver para o concelho de Aljezur, devido a este lhes parecer como um dos últimos redutos onde o progresso ainda não deixou grandes nódoas. É deveras necessário que Aljezur não perca o seu carisma de vila entre terra e mar, muito característico da costa vicentina/alentejana, mas convém não exagerar, como agora fez o nosso governo.
P.S. - O Presidente da CM de Aljezur chegou a ser eleito pelas listas da CDU (da última vez, foi eleito pelo PS). Será que isso tem alguma coisa a ver com a verba atribuída pelo governo?...

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O camarada "Homem da Coca-Cola" (eu sei que é um contrasenso chanar camarada a alguém que tem esta alcunha...) escreveu um post bastante cru sobre as Associações de Estudantes do Ensino Supeior. Vãoe digam de vossa justiça.

terça-feira, dezembro 14, 2004

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Numa das suas diatribes, o demissionário (felizmente) primeiro-ministro de Portugal recusou-se a receber PCP e PEV separadamente, como costuma ser habitual. Todos nós sabemos que Santana Lopes não tem nada de esquerda (aliás, aquando dos seus tempos de estudante na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, viu a sua pretensão de entrar no PS ser negada pelo sua imagem ser demasiado de direita), mas não lembra ao diabo, mesmo apontando razões de agenda, receber os dois partidos ao mesmo tempo, mais a mais quando podem resultar opiniões diferentes no que é transmitido ao PM. Convém lembrar que PCP e PEV só estão em coligação no actos eleitorais, no que diz respeito à Assembleia da República, ambos os partidos constituem grupos autónomos. Nunca mais chega Fevereiro...

Rir é o melhor remédio!

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Infelizmente, só tive oportunidade de ver a 3ª e última parte do Prós e Contras de ontem, que versava sobre o humor. Ainda assim deu tempo de ficar com algumas impressões:

Pequenos esclarecimentos

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Em virtude de alguns ditos prestados nas caixas de comentarios dos meus últimos posts sobre música, gostaria de deixar aqui alguns esclarecimentos: Por ordem de chegada, dirijo-me primeiro ao camarada Zé. Quando eu me referi aos sixties, quis só me circunscrever ao espectro musical que dominava a TV americana, presente nos programas já mencionados, onde se podiam encontrar "artistas" como Paul Anka ou Annette Funicello. Aliás, gostaria aqui de citar o jornalista Greg Shaw, que no The Rolling Stone Illustrated History pf Rock n' Roll (1º ed. 1976) diz o seguinte: "Desde a morte de Buddy Holly à chegada dos Beatles, a música popular caiu nas mãos do pessoal do costume ligado á indústria discográfica (promotores, programadores de rádio, directores artísticos, responsáveis de produção), que há muito procurava uma forma de eliminar a imprevisibilidade inerente ao rock, para levar o fenómeno (ou antes a mania, como pensavam) mais para a linha das suas próprias normas e da sua experiência comercial.". Claro que nem tudo foi negativo, deste espectro e da necessidade de criação de hits, surgiu o génio criador de Phil Spector, para não falar do despontar de nomes como Carole King ou Neil Diamond (OK, o Neil Diamond é só para dar uma ideia do que quero dizer...). É também nesta busca pelo sucesso comercial, que surge a Tamla Motown de Berry Gordy, que nos vai legar nomes como as Supremes, Marvin Gaye, Smokey Robinson ou Stevie Wonder, entre muito outros. Tudo o que eu queria dizer no post ao qual tu deixaste a tua opinião, era que os anos 60 também têm uma nódoa, embora bem mais pequena que as décadas seguintes. Nem pensar que me quero demarcar dos anos 60. Sou um feliz detentor de alguns títulos dessa época, tais como toda a discografia dos Beatles pós-Revolver (bem, falta-me o Let it Be), Rolling Stones, Kinks, The Who (dos sixties ainda só tenho o Tommy), o Forever Changes dos Love, o Barrett do Syd Barrett, entre muitos outros títulos, a grande maioria apresentados por ti (infinito agardecimento). No que diz respeito ás bandas novas, é um facto que de original propriamente dito, têm pouco. Agora que são muito mais refrescantes que a toada electrónica e nu-metal que se estava a espalhar no espectro musical, lá isso são. Tudo bem que os Strokes se inspirem demasiado nos Television, nos Velvet, nos Modern Lovers e outros que mais, que os Franz Ferdinand se inspirem nos Talking Heads ou nos Aztec Camera (prestando assim triubto aos anos 80...) ou Hives soem a um híbrido de Stooges + MC5 + AC/DC (seguidores da grande banda australiana, também temos os Datsuns e os hediondos Jet, isto falando na malta nova), mas prefiro assim do que o hip-hop a dominar tudo (Grammys, MTV Awards, e outras coisas que tais, são a prova de que o "povão" quer é hip-hop. Infelizmente...). Uma última coisa: bandas que deixarão marca no futuro da pop, das que existem actualmente, só ponho a mão no fogo pelos Radiohead, mas ainda assim, provoco a tua "fúria", ao dizer que o albúm dos Franz Ferdinand, é o album do ano 2004... Vai reagindo aos posts e vê-se se aceitas o convite. Last but not the least, gostaria de responder ao amigo Dias. Quando enfiei a Diana Krall no mesmo "saco" que o Armstrong ou o Miles Davis, estava consciente do que estava a fazer. Ao fazê-lo, queria separar o trigo do joio no que diz respeito a apreciadores de jazz, já que, até eu que não fã do estilo, sei ver que a Diana Krall é uma cara bonita, com uma voz engraçada, que vai fazendo dinheiro à custa do rótulo "jazz singer". Aliás, para mim, não basta apenas cantar, mas também criar, e enquanto Miles e "Satchmo" criavam, Mrs. Krall (ou já será Costello?) só canta (se estiver enganado, corrijam-me), até porque se nos cingirmos à canção como forma de criação artística, a srta. Krall faz com que eu continue "frígido" em relação ao jazz. Já agora, sabendo-te conhecedor, passa-se o mesmo com Jane Monheit? Vê lá se voltas a full-time ao Pastelinho que é para continuar este bate-papo.

domingo, dezembro 12, 2004

Desmistificando os anos 80, parte III

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Antes de voltar a entrar na temática dos Eighties (agora a passar na minha aparelhagem, "Canção do Engate" de António Variações), gostaria de abordar a problemática dos gostos e estilos, que interpretei mal e fui mal interpretado no primeiro tomo desta questão. Sem me querer armar em bom, posso dizer que a minha discoteca pessoal abrange variados estilos (assim de repente, lembro-me do punk, pós-punk, MPP, indie, prog rock, classic rock, mod, country rock, folk rock, NWBHM, entre muitos mais), mas não sendo nenhum desses estilos, o tão polémico (pelo menos por estas bandas) jazz. Confesso que não consigo retirar grande gozo especial do jazz, não nenhuma música que me toque, apenas me parecem músicos competentes (no free jazz, nem me dá essa sensação), mas se formos pela conversa dos músicos competentes, devo ressalvar que o Emanuel teve das notas mais altas quando se formou em guitarra clássica no Conservatório... Há dois dias saquei o "My Ship" do Miles Davis, já que toda as pessoas diziam que era a grande música do senhor e... é aquilo? Para música pós-trabalho, para arrumação de neurónios, porque não antes o "Treasure" dos Cocteau Twins ou "Dark Side of the Moon" dos Pink Floyd? Mas OK, isto é o meu gosto a falar, mas respeito aqueles que gostem MESMO de jazz. Agora direccionando a conversa num tom mais dirigido ao amigo Dias, continuo a afirmar que há aqueles que gostam MESMO de jazz (segundo me pareceu pelas declarações do Dias, ele faz parte deste grupo), e aqueles aos quais fica bem dizer que gostam de jazz. Terão que concordar que fica melhor dizer que se gosta de Diana Krall, Miles Davis ou Louis Armstrong, do que os Einsturzende Neubauten, Cocteua Twins ou Flaming Lips. Mas normalmente, essas pessoas também ouvem o RCP, a RFM ou a Comercial... Cada um enfie o barrete que mais lhe convenha, que eu do questão do jazz demarco-me. Por último, o Dias aconselhou-me a ler o antigo blog dele, para eu compreender a sua atitude em relação ao jazz (e não só). Eu já lá tinha ido antes e aqui perante vós, digo-vos que gostei e recomendo. Vão ao Emmet Ray e digam-me depois qualquer coisa. E agora (passa na minha aparalhagem "Save a prayer" dos Duran Duran), vou-me deitar na minha aconchegante cama e ver a Crónica dos Bons Malandros do Fernando Lopes. Uma boa noite a todos!

Comentário à peixeirada das últimas semanas

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Muito se tem dito sobre a decisão do presidente Sampaio em dissolver o parlamento, obrigando a eleições antecipadas, com o último episódio a ser a demissão do governo ontem à noite.
Do muito que se tem dito, queria apenas ressalvar alguns aspectos que achei curiosos: Jójó Cabeça de Lâmpada, ao apregoar na sexta-feira os motivos que o levaram a tomar a iniciativa de dissolver a assembleia da república, disse que uma das razões que o tinha levado a cometer tal acto, era de que o sector financeiro não se reconhecia neste governo (mais ou menos isto). Isto é de uma importância desmarcada, pois um dos habituais braços-direitos da direita, a banca, passou um atestado de incompetência a um governo que seria da mesma facção de interesses.
A outra coisa que me saltou à vista, foi o nosso ministro da Defesa dizer, na conferência que deu no Largo do Caldas (a baixa pombalina está cada vez mais degradada...), que é, e sempre foi e sempre será, contra qualquer governo de iniciativa presidencial. Então que tenha vergonha na cara! O que é que Sampaio fez há quatro meses atrás? Não empossou Sanatana Lopes, sem haver escrutínio ao povo? Há gente que nasceu a dar para os dois lados...
P.S. - Não é por nada, mas na aferição da opinião das outras forças políticas, fiquei com a impressão de que o Jerónimo é muito mais telegénico que o Carvalhas. Serei só eu a pensar isso?

quinta-feira, dezembro 09, 2004

Desmistificando os anos 80, parte II

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Para ajudar a melhor compreender a qualidade dos anos 80 a nível musical, seguem aqui 10 músicas para vocês sacarem e depois darem-me a opinião:
  1. The Smiths: That joke isn't funny anymore
  2. The Cure: The Love cats
  3. Echo & the Bunnymen: Over the wall
  4. Bauhaus: In the flat field
  5. Jesus and Mary Chain: April skies
  6. Joy Division: Atrocity exhibition
  7. New Order: True faith
  8. Stone Roses: She bangs the drums
  9. Pogues (ft. Kirsty McColl): Fairytale of New York (a melhor canção de Natal que existe, saquem-na!)
  10. Talking Heads: Crosseyed and painless

Faltam muitos mais, além de que não quis ferir logo as consciências ao apontar canções dos Duran Duran, Ultravox ou Spandau Ballet, autores de bons momentos pop (não confundir com êxitos comerciais). Numa próxima ocasião, continuar-se-á a redenção dos Eighties.


Desmistificando os anos 80

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Numa caixa do comentários do Pastelinho, envolvi-me numa pequena questiúncula relativamente aos anos 80 musicais. Vai, nas seguintes linhas, seguir um esboço do que eu penso sobre a temática em questão.
Não há décadas más nem décadas boas na música (entenda-se por música, o fenómeno pop/rock e tudo o que gira à sua volta). Nos anos 80 dá-se também esse caso, mas com uma agravante: é nesta década que se dá o boom do video clip e o surgimento da MTV.
Será a partir dos anos 80 que a imagem irá seguir a música para todo o lado, quer num espectro mainstream, quer numa vertente mais indie (termo que tem origem nesta década). Vamos ter os new romantics (Spandau Ballet, Duran Duran, Japan, etc.), todos polidinhos à espera de ver quem iria ganhar o prémio de boys next door do ano; temos os góticos (Sisters of Mercy, The Mission Uk, Fields of the Nephilim), com os seus trajes negros e maquilhagem "unissexo", os indies (Smiths, Cure, Jesus and Mary Chain, Echo & The Bunnymen, entre outros), que não tinham um código vestuário específico. Os metaleiros produzidos para a MTV (Guns n' Roses, Poison, Motley Crue), pintados, longos cabelos e com a mania de que eram maus (destruindo a imagem de autenticidade do género, construído nos finais do 70's e início por bandas como os Motorhead, Iron Maiden ou Judas Priest).
O nosso choque em relação a certas coisas musicais provindas dos anos 80, resulta mais da explosão de promoção do produto musical, do que da mediocridade da música em si. Os anos 70 têm do pior mainstream já tocado (vide os capítulos iniciais deste livro), os anos 90 e a década actual não são muito melhores. E mesmo o início da década de 60 tem muita porcaria, vista em programas de TV americanos como o American bandstand ou The Pat Boone Show.
Uma pessoa não gosta dos Wham!. Muito justo. Uma pessoa não gosta das Bananarama. Justíssimo. Agora respeitem a existência e/ou o legado de bandas que deixaram a sua marca na década de 80, como os Smiths, Echo & the Bunnymen, Bauhaus, Sisters of Mercy, New Order, Jesus and Mary Chain, Iron Maiden, Talking Heads. Já diz o ditado: "Paga o justo pelo pecador"...

segunda-feira, dezembro 06, 2004

Devíamos ter mais atenção

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No sábado à tarde, fui convidado para ir numa passeata com camaradas próximos, para partirmos à descoberta de um restaurante-galeria, situado nas proximidades de Monchique. O espaço em questão é a Porca Preta, situada a 3 Km de Monchique, num caminho ligado à estrada do Alferce (há placas a indicar).
Chegado lá deparei-me com um antigo monte algarvio, recuperado para restaurante (algo habitual quando se fala de recuperação deste tipo de espaços) e galeria de arte (utilização pouco ortodoxa... ). Na casa principal encontra-se o restaurante, enquanto que no anexo (separado por um corredor a céu aberto) encontra-se a cozinha. Todos os espaços circundantes estão polivlhados de obras de arte, especialmente esculturas. E para fazer jus ao nome do lugar, há também uma porca preta anã (mais dois cabritos) encurralada num pocilgo. À solta, andam dois cães e uns quantos gatos (todos amistosos). Localizada numa vertente da serra, a Porca Preta permite aos seus clientes/visitantes uma vista luxuriante sobre o vale sobranceiro, sendo que os fogos que assolaram a zona nos últimos dois verões não deixaram muitas marcas. O bar (ou algo próximo desse conceito) só tem uma mesa e a cerveja é barata. Quando nos quisemos sentar, tínhamos dois gatos a dormir resfasteladamente nos bancos, já que o aquecedor lá estava.
E agora pensam vocês: que fixe, dizem que os portugueses não têm espírito de iniciativa, não tê novas ideias...
É verdade, não têm, e a prova disso neste caso, é que a Porca Preta é pertença de um alemão, nacionalidade que muito tem feito pela vida cultural dos concelhos serranos do barlavento algarvio, i.e., Monchique, Lagos e Aljezur. É verdade, é inveja que sinto, mas não rancor(normalmente a definição portuguesa de inveja confunde-se com rancor). Eu fico contente por o senhor Ralf Osang ter aberto aquele espaço e assim permitir conhecer os sabores serranos e o que de novo se faz no campo das artes plásticas. Só tenho pena que, à parte alguns projectos, o isto ande tudo muito parado a nível cultural por parte dos nativos...
Se alguém precisar da minha colaboração, contacte-me, não vamos é continuar este marasmo que transforma o Algarve na terra da estupidez quando se acaba o verão (que convenhamos, também não é nenhuma época de gabarito intelectual...)!

Finalmente!

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Depois de meses de toda as pessoas cantarolarem, sacarem e comprarem a ladaínha "Dragostea din Tei" dos moldavos O-Zone, eu finalmente ouvi o raio da música. É uma grande pimbalhada como suspeitava, mas para compensar esse facto, ouvi-a com direito a um clip em flash com a tradução para português... Vão lá vejam, que a letra é bastante verdadeira se formos a ver!

sábado, dezembro 04, 2004

Uma constatação

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A prova da existência, em Portugal, de uma elevada taxa de iliteracia, é o facto de muitas pessoas acharem piada ao Fernando Mendes.

Uma constatação II

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A prova da existencia de débeis mentais em Portugal, é o facto de haver pessoas que acham piada ao Gulherme Leite.

sexta-feira, dezembro 03, 2004

Assim era uma festa...

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Vejam o que é que o Chissano aconselhou, depois do acto eleitoral em Moçambique. Se se aplicasse esta ideia em Portugal era um espectáculo, aí sim, acabava-se com a abstenção! E fazendo as contas, um membro da mesa de voto ganha 60 euros, então o eleitor deveria ganhar algo nas casas dos 30/40. Ora isto assim, não dá direito a um domingo bem passado?
Um gajo em vez de ir à missa dar qualquer coisa para o cesto de esmolas, vai à escola mais perto de si, ganha o carcanhol, e vai almoçar fora com a família (ah, claro que votará no candidato mais instável, de forma a poder provocar eleiçõe antecipadas...)!

Será que? Esperemos bem que sim!

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Depois da temporada de 1996, altura que Pedro lamy passeou (sim, o carro era tão lento, que esta é palavra certa) o Minardi M195B/Ford ED V8 pelas pistas do "circo" da F1, que não temos um piloto na categoria máxima (pelo menos no que diz respeito a circuitos) do desporto automóvel. Depois disso, só João Barbosa e Tiago Monteiro deram umas voltas (Barbosa com o Minardi de Lamy, no final de 1996, como prémio pelo vice-campeonato alcançado no campeonato italiano de F3; e Tiago Monteiro com o Renault R202, em virtude do seu envolvimento no programa de jovens pilotos da Renault).
No entanto, no dealbar da temporada agora finda, Tiago Monteiro apareceu na apresentação da European Minardi, com a designação de segundo piloto de testes, ficando assim ligado a uma equipa de F1, mas não perdendo o ritmo competitivo (caso ficasse como tester principal, teria que comparecer em todos os GP's para efectuar os treinos de sexta-feira, o que de pouco lhe valeria, quem se "queimou" com esse papel foi o belga Bas Leinders). Claro que as mentes atentas opinaram logo: segundo piloto de testes da Minardi? Se rodar uma vez esta época vai ser uma sorte!... Felizmente, Monteiro rodou (julgo que em Setembro), deixando boas indicações e fazendo com que a equipa o voltasse a chamar para os testes realizados a semana passada, onde a escuderia italiana testou vários hipotéticos candidatos a um lugar na escuderia, tendo o monolugar sido afinado pelo português.
Todo este post vem a propósito de Tiago Monteiro estar a um passo da F1. Com uma carreira pouco ortodoxa (começou aos 21 anos, e na Porsche SuperCup francesa, esteve quatro anos na F3 francesa, com direito a dois vice-campeonatos, uma época na F3000 no âmbito do programa de jovens pilotos da Renault, uma época na CART, a antiga F.Indy, e na última época sagrou-se vice-campeão na sua época de estreia na World Series by Nissan), mas muito bem administrada e pensada. Tiago Monteiro tem sabido fazer-se chegar junto dos "grandes", tendo ainda o golpe de sorte de este ano ter corrido com a equipa do mais que provável director desportivo da futura(?) equipa Midland F1, o britânico Trevor Carlin.
Esta é uma das três opções que Monteiro tem sobre a mesa, e a sobre a qual tem a maior preferência. O português já conhece a Carlin (base da estrutura da Midland F1) desde esta época, teve um relacionamento muito bom com toda a equipa, ajudando também em muito o seu profissionalismo. O facto da equipa não ser tão ficcional quanto isso, ajuda, sendo a cereja em cima do bolo, a possibilidade de contarem com motores Ferrari.
As outras duas opções são a Minardi e a Jordan. No caso da Minardi, Tiago Monteiro é bem visto dentro da escuderia de Faenza, só lhe faltando entrar com o "graveto". No que diz respeito à equipa dirigida por Eddie Jordan, é também o mesmo caso, embora a concorrência seja mais apertada que na Minardi, pois é um pack mais competitivo (vão passar a contar com motores Toyota e contrataram Mark Smith à Renault, para o lugar de director técnico).
Exactamente. O artista é um bom artista, mas há necessidade do vil metal. Felizmente o management do portuense Monteiro tem conseguido angariar patrocínios fora de Portugal, não caindo no erro que muitos pilotos lusos, quando tentam dar o "salto", caem, de ir só pedir a empresas portuguesas. Ainda assim, destaca-se o apoio da Brisa e do grupo Santogal ao piloto português.
Conclusão: Tiago Monteiro não é daqueles pilotos a que podemos classificar de espectaculares, mas a nossa escola de pilotagem é sobretudo de pilotos com um elevado nível de eficácia (Pedro Lamy é o expoente máximo) Todavia, é extremamente regular, compenetrado e profissional, características que lhe permitem à vontade entrar no mundo da F1 (o palmarés de Damon Hill, quando chegou à F1, era muito pior, e o estilo de condução é mais ou menos o mesmo). Esperemos que dê certo e unámo-nos em torno dessa ideia, como o próprio diz: "depois do Euro 2004, seria interessante que houvesse o F1 2005..."

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O homem do momento, nos seus tempos de F3000, com um monolugar da Super Nova Racing Posted by Hello

quinta-feira, dezembro 02, 2004

A retoma

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Agora é que este país está a andar. No post anterior (que vai ficar por baixo deste...), queixava-me que não tinha ânimo para escrever um post decente aqui neste vosso blog. Cinco minutos depois, apesar de não poder escrever algo de muito concreto, sempre posso dizer que estou mais animado! Este país está a avançar! Então não é que depois do presidente ter convocado eleições antecipadas, pondo fim ao pesadelo de direita que governava Portugal, agora Pinto da Costa foi notificado pela PJ, para responder a dúvidas que surgiram relativamente à sua pessoa, no já mítica operação "Apito Dourado", só não sendo detido preventivamente, devido a estar no estrangeiro, de momento . 22 anos depois, alguém teve coragem de fazer algo em relação a esse senhor. Esperemos que não saia impune como o major Valentim (embora este tenha baixado e muito a "bolinha" desde que se deu a sua implicação neste caso; ele até já afirmou que não planeia se recandidatar a Gondomar!).
Ah! Os árbitros Jacinto Paixão e Augusto Duarte também estão metidos ao barulho. O Jacinto até é um árbitro porreiro, nunca pensei... Mas não entremos em juízos premeditados.

Isto está a dar para o vazio

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O governo caiu. Vai haver eleições antecipadas. O Benfica dá-se sempre pano para mangas para falar. O Sporting dá sempre pano para mangas para parodiar. O Porto dá sempre pano para mangas para mandar ir com eles. Pode-se sempre fazer umas piadinhas homossexuais com o Paulo Portas (e com o Nobre Guedes, com o Ribeiro e Castro, com o João Almeida, and so on, and so on...). Pode-se sempre fazer umas piadinhas religiosas com o Bagão Félix (e com o Jardim Gonçalves, com o D. Eurico Dias Nogueira, com o Pe. João Seabra, and so on, and so on...). Afiguram-se uma data de mudanças no Nacional de ralis. Há uma série de mudanças na metade de baixo da F1. Podia clamar pela vinda do Morrissey a Portugal. Em solidariedade com o pessoal do Pastelinho, podia lamentar o resultado do Saca no mundial de surf (passe o paradoxo, o surf não é a minha onda, embora respeite muito mais os surfistas do que os golfistas...). Podia falar do fenómeno Produções Fictícias. Poderia voltar a falar dos programas da manhã da TV portuguesa (e há muito para dizer...). Poderia falar dos programas da tarde da TV portuguesa (e há muito para dizer...). Podia falar da Quinta das Celebridades (e cair no meio da ralé). Podia falar mal do Pinto da Costa (e cair em lugares comuns). Poderia falar dos meus 15000 recortes de carros e motos (e vocês questionar-se-iam sobre a minha sanidade mental). Poderia reabrir a célebre polémica erotismo vs. pornografia. Podia sentir pena do cavalo de José Cid.
Mas o desemprego criou-me esta espécie de vazio de ideias (não que tivesse muito cheio delas). Não me ocorre nada para dizer.

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