sábado, janeiro 29, 2005

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Via O Anacleto, descobri esta novidade (pelo menos para mim), um parque de diversões dedicado ao Tio Zé (também conhecido como José Estaline) na Lituânia. E, se querem que vos diga, eu não me importava de lá ir passear!
Um parque deste calibre é muito mais educativo para as nossas crianças do que uma frívola Disneylandia, onde ratos andam em duas patas e calçam luvas brancas, juntando-se a isto patos que são todos sobrinhos uns dos outros (O Donald namora com a Margarida; o Donald é sobrinho do Tio Patinhas, a Margarida é sobrinha do Tio Patinhas; será uma aliança pra ficar com o dinheiro do velho?!).
Esta notícia surge-me no ressaca das comemorações do 60º aniversário da libertação dos prisoneiros do campo de Auschwitz-Birkenau. Todos os que já se deslocaram a este antro de morte, referiram que bastava respirar lá dentro para nos apercebermos do que lá se tinha passado (expressão minha). Este parque irá propocionar outra óptica de encarar este tipo de más demonstrações de humanidade. Ora, além de demonstrar que os lituanos conseguem encarar de frente um passado que lhes deixou marcas, também servirá para mostrar, sem rodeios, como funcionava um Gulag. Julgo que, mesmo que seja feita de um modo divertido, isto não fará mal às gerações mais recentes, não diminuindo a (má) importância do pesadelo estalinista.
Temos é que também saber rir-nos das coisas, nunca as deixando de as respeitar.

Mais um dentro do armário?

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Confesso que acho piada ao rumor que dá o clone do George Clooney como namorado do Diogo Infante...

Ah ah!

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Afinal não é só no PSD que os chacais andam a cirandar!...

quinta-feira, janeiro 27, 2005

Obrigado Público

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Tenho me esquecido de agradecer ao Público, por me ter dado a conhecer Corto Maltese. Desde que me conheço, que me tenho como uma pessoa que devora revistas e histórias de viagens, vejo outros em viagem (a estrangeirada que aflui aqui ao Algarve), e quero imitar tudo isto, mas que ao mesmo tempo me deixo levar pela inacção e receio provocados pela falta de dinheiro para empreeender as minhas próprias "expedições". Com o passar dos anos tenho assumido uma maior revolta para comigo mesmo, tendo-me já oferecido uma estada de 9 dias em Londres, em Março do ano passado (embora com estadia em casa do meu primo João), e sempre que folheio uma Volta ao Mundo ou vejo filmes como este, que me dá cada vez mais vontade de dar o "salto"!
É por estas e por outras que a colecção de Corto Maltese me deixou marcas; para além das narrativas que emanam das imagens desenhadas por Hugo Pratt, o comportamento de Corto é algo que me fascinou. O seu comportamento amoral (mas com valores), frio (mas com sentimentos) e desapaixonado (mas sempre com "aquela" mulher no pensamento) mostrou ser o ideal para quem queira partir à aventura e busca de melhor sorte por todo este globo fora.
Eu quero ser como Corto Maltese...

A velhice desinibe...

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Depos do Marinho ter dito que o programa eleitoral do BE ser o melhor dos que estavam em liça para as vindouras eleições de 20 de Fevereiro, eis que surge o Freitas a pedir uma maioria absoluta para o PS! Pelos vistos a reforma e a velhice permite-lhes terem comportamentos que não podiam exercer quando eram contribuintes, i.e., agora podem ser de esquerda!
Portanto, a seguir a estas duas notícias, vamos ter o Jerónimo de Sousa a ser apoiado pelo Balsemão e o Manuel Alegre a escrever poemas sobre o Arnaldo de Matos (esse grande educador da classe operária...). Junte-se a isto as sessões de chá das cinco partilhadas por Leonor Beleza e Odete Santos...

quarta-feira, janeiro 26, 2005

Quero ver... Portugal na F1!

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Aceitando mais um repto formulado pelo Miguel, vinha dar o meu ponto de vista sobre a possibilidade de Tiago Monteiro ingressar no grande ?circo? da F1. Aliás, eu até já tinha escrito um post sobre esta eventualidade há uns tempos atrás...
Antes de mais, gostaria de fazer uns pequenos reparos ao post que o Miguel escreveu sobre este assunto. Para começar, quando ele diz que o Monteiro passaria a ter o melhor carro de sempre, tripulado por um português (no caso o Jordan), isso não constituirá uma grande verdade, já que quando Pedro Lamy se estreou pela Lotus, no GP de Itália de 1993, a Lotus tinha atrás de si equipas como a BMS Scuderia Itália, Minardi, Arrows, Larrousse e até mesmo a Sauber. Mais a mais, teoricamente a Jordan será a segunda equipa mais fraca do plantel da F1 do próximo ano, pois além de não possuir o apoio de um grande construtor, ainda recupera de uma grave crise financeira, muito ajudada neste ponto pela escalada de custos que se tem verificado nos últimos anos, no Mundial de F1. Mas da Jordan, falar-se-á mais adiante? Há outra coisa que gostaria de ressalvar nas declarações do Miguel. Ao falar da Minardi, ele classificou a escuderia sediada em Faenza como ?uma espécie de bombo da festa na F1?. Se tivermos conhecimento de causa e algum sentido de justiça, não poderemos chamar tal coisa à Minardi, pois se uma equipa que tem um orçamento menor que o salário de Michael Schumacher, ainda consegue marcar pontos na F1, então só temos é que louvar os esforços da escuderia italiana! Mas concentremo-nos na questão central deste post: a hipotética ida de Tiago Monteiro para a F1. O piloto portuense viu as suas hipóteses reforçadas, quando esta segunda-feira se confirmou a venda da Jordan à MidlandF1. Para além de se encontrar em negociações com a equipa de Eddie Jordan, Monteiro também já tinha sido aliciado por Trevor Carlin (director desportivo da MidlandF1) para integrar a MidlandF1, quando esta se estreasse em 2006. Contudo, os acontecimentos dos últimos dias poderão ter dado um grande empurrão à causa de Tiago Monteiro. Convém também lembrar que Trevor Carlin foi o ?patrão? de Tiago Monteiro nas World Series by Nissan, através da sua Carlin Motorsport, ficando bastante impressionado com o profissionalismo do português (de acrescentar que a Carlin também colocou outros portugueses a correr, inscrevendo Álvaro Parente no campeonato inglês de F3, João Urbano e Duarte Félix da Costa no F. Júnior BMW inglesa e Rodolfo Ávila no GP de Macau e o Bahrain Super Prix, ambos em F3).
Uma das coisas que me retira um pouco de fé nas possibilidades do ingresso de Monteiro no seio da companhia de Schumacher, Button e afins, é o facto de que nos maiores sites dedicados à F1, nunca se falar no vice-campeão das World Series by Nissan como um candidato a um lugar na Jordan (mas apontam-no como provável na Minardi), surgindo em seu lugar os nomes do alemão Timo Glock (que realizou alguns GP pela Jordan, quando Giorgio Pântano não tinha dinheiro, e terceiro piloto nos outros GP) que trará muito dinheiro da DHL (mas detentor de talento suficiente para a F1), do holandês Robert Doornbos (que ocupou o terceiro Jordan, quando Glock disputou os últimos GP?s da temporada) ou o húngaro Zsolt Baumgartner, que o ano passado correu pela Jordan. Digo isto, porque normalmente estes sites, em especial o www.grandprix.com, têm ?bufos? bem colocados nas equipas.
Outro factor que acho que poderá enterrar as aspirações de Tiago Monteiro é o ?eterno? problema dos patrocínios. Em Portugal, as empresas demoram muito tempo a responder a pedidos de patrocínio, e quando o fazem, fazem-no com uma resposta negativa, e agora dificultada pelo clima eleitoral em que vivemos actualmente no nosso país. Claro que muitas das grandes empresas cedem verba para patrocínio, mas normalmente é para pezudos (palavra do calão automobilístico que designa os pilotos sem a mínima vocação para a coisa) com três nomes, e que normalmente são gestores de empresas e conhecimentos de country-club? Desta má gestão de imagem, salvam-se empresas como a Galp, a PT (sobretudo através da TMN), a Delta, a Vodafone portuguesa e o BPN (e mais um ou dois casos). Tiago Monteiro conta já com o apoio da Brisa e do grupo Santogal (grande empresa de distribuição do sector automóvel nacional), contando ainda com o apoio dos alemães da Brose. Malta porreira, mas que precisava de mais companhia...
Mas vejamos as coisas pelo lado positivo. Com Trevor Carlin a mandar na equipa, Monteiro não precisará de tanto dinheiro para entrar na equipa, até porque a Midland é uma espécie de ?Chelsea? da F1 (é uma empresa russa, dirigida por Alex Schnaider, russo de 36 anos com passaporte canadiano, que possui o mesmo perfil de Abramovich, e quase a mesma fortuna?), vendo assim as suas hipótese subirem. Lembremo-nos do facto mais importante desta problemática: Portugal voltará à F1 (?). O autódromo do Estoril é uma excelente pista de testes, mas não dispõe das melhores condições para acolher um GP de F1, mais a mais, depois do elevado nível de qualidade demonstrado pelos novos circuitos asiáticos (donde se destaca o de Xangai). A única hipótese de voltarmos a ter um GP de Formula 1 em Portugal, poderá ser através do futuro Autódromo Internacional de Portimão, cuja conclusão não está para breve (aliás, ainda não começou a ser construído?). E mesmo quando estiver pronto, a legislação europeia respeitante à propaganda ao tabaco e às bebidas alcoólicas tornaria a realização da prova bastante improvável. Assim, a melhor forma de Portugal voltar a estar representado na F1, é através da colocação de um piloto nas fileiras desta. Não conseguirmos inscrever um piloto no Mundial de F1 também não é uma boa imagem? A Hungria e a República Checa já o fizeram nos últimos anos, e a Espanha conseguiu meter três pilotos desde 1999, com Fernando Alonso a revelar-se como um dos mais fortes pilotos da actiualidade. Quem faz 10 estádios para um evento que durou um mês e pouco, não consegue arranjar uns cêntimos (um lugar na F1 comparado com o Euro2004, são mesmo cêntimos!...) para um piloto com currículo e competência mais do que suficiente para ingressar no restrito grupo dos melhores pilotos do mundo? Sempre é exposição mundial garantida de Março a Outubro, no terceiro desporto mais visto pelos telespectadores desta aldeia global em que vivemos? Façamos figas! Força Tiago!

terça-feira, janeiro 25, 2005

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"http://www.motorsport.com/photos/f1/2005/gen/f1-2005-gen-tm-0633.jpg" "

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Tanto barulho e depois esquecem-se!

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O mais recente post que a Catarina escreveu, fez me lembrar do mítico caso que muito ?perturbou? as mentes portuguesas durante um mês. Mas só um mês porque as tristezas cansam, e a malta já lhe basta ir para os trabalho às 09.00 da matina e continuar a ver o Benfica ser dominado por dirigentes incompetentes, para lhes toldar negativamente o ânimo?
Refiro-me ao tristemente célebre caso da Joana, a menina supostamente assassinada pela mãe e pelo tio, na Figueira, aldeia onde vive parte da minha família, aqui no concelho de Portimão. Ao que parece, o Leandro (o padrasto) foi constituído arguido, por ocultar o corpo da criança, estando agora a avó-madrasta (não sei se pode escrever assim?) a ser ?espremida? pela PJ. Eu só queria ressalvar o facto de agora que o caso esteve adormecido, no que diz respeito pelo menos à sua projecção mediática, a PJ avançou, e chegou à conclusão que há muito a populaça tinha chegado, i.e., o padrasto também estava implicado.
E isto faz com que pensemos noutra aspecto: a imprensa. É de minha opinião que a resolução deste caso foi completamente atravancada pela acção de certos órgãos de comunicação social, que, juntamente com os seus ?bufos?, mantiveram uma pressão insustentável sobre a PJ, levando a que a investigação do caso se esvaísse numa espiral de suposições. Quem pagou foi a Figueira, que viu a sua imagem de aldeia pacata mudar para uma imagem de antro de selvajarias, com aquelas romagens ao local do crime, nas primeiras semanas, a ser gota de água, tudo isto potenciado pelos directos das televisões, junto à casa onde terá decorrido o assassinato da menina. Mas a pergunta coloca-se: fez-se algo que fosse para evitar estas situações? O governo podia seguir o exemplo espanhol no que diz respeito ao combate à violência doméstica (com penas de prisão elevadas para quem cometa atrocidades, como no caso da Joana), a Segurança Social deveria reforçar a acção dos assistentes sociais (uma pequena nota: Senhor empresário, se acha que este tipo de casos denigre a imagem de Portugal no estrangeiro, penalizando assim eventuais prestações dos seus produtos em mercados forasteiros, ponha a segurança social da sua empresa em dia e isto poderá não voltar a acontecer) e as autarquias (no caso, a de Portimão) deviam possuir uma política própria de apoio aos mais carenciados (ainda assim, o CMP tem feito um trabalho razoável com o ?Projecto Integrado do Barranco do Rodrigo?, que visa recuperar os antigos moradores do maior supermercado de droga do Barlavento).
Mas só nos lembramos destes casos, quando as televisões, rádios e jornais têm espaços de publicidade para vender. Assim que eles os conseguem vender, caímos todos no esquecimento...
Quem não teve culpa nenhuma, foi a Joana?

Um conselho de amigo

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A todos os Bloggers.
Não sejam burros como eu! Nunca escrevam directamente no Blogger, ou correm o risco da boa da Internet vos deitar abaixo o esforço que tiveram, mal primam "Publish Post". Tinha escito um post tão b'nito sobre um capitulo específico da hospitalidade portuguesa (e inaugurando a nova coluna "Retalhos da vida de um recepcionista de rent-a-car em part-time), e mal premi o 'máldçuád (variação algarvia para amaldiçoado, muito comum no Barlavento) botão, foi-se o texto à vida...
É caso para dizer: F*d*-s*!...

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Semi-regresso com esclarecimento

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Viva caríssimos seguidores deste pasquim cibernético!
Vá lá que esta tarde não trabalho mais, podendo-me debruçar sobre a minha adorada preguiça, e também ouvir o Unplugged in New York dos Nirvana. Comprei este disco hoje, na minha hora de almoço, nesta pequena loja, situada junto aos Paços do Concelho aqui do burgo (Portimão). Não é das bandas que ouça mais hoje em dia, mas o meu "desabrochar musical" deu-se com o pessoal de Seattle e afins, sendo que, além de antes não o possuir, sabe sempre ouvir este tipo de discos de vez em quando (boa música conjugada com a nostalgia dos "verdes anos").
Mas o que eu queria ressalvar c0m este post, é o seguinte: eu não fui jantar com o Sócrates ontem à noite! Embora ele tenha estado em Portimão, à hora que todos começavam a refastelar-se, estava eu no Montenegro (aquele que fica ao pé de Faro, não os vizinhos da Sérvia...) a comer qualquer coisa no MN, para depois ir receber os últimos dois clientes, que chegavam no vôo LS251, proveniente de Inglaterra. E embora me tenham aconselhado a ir ao jantar, fruto da minha precária condição laboral, preferi ir trabalhar, já que ainda não recebo da minha principal entidade empregadora, enquanto que aqui, sempre que precisam, chamam-me para ir ganhar uns cobres (e a malta é muito porreira). E se forem leiotres assíduos deste blog, saberão que eu nunca na vida iria apoiar algo como o Sócrates!...
Outro esclarecimento, o amigo Sócrates só veio fazer a apresentação da lista de candidatos a deputados pelo Algarve em Portimão, pois Faro, Loulé e Albufeira actualmente pertencem aos "laranjas". Também poderia haver o argumento de que toda a concelhia local do PS apoiou o Sócrates (tirando um ou dois cromos), mas todos nós queremos sempre um tachinho para nós, não queremos?...
O Partido Branquista é de Portimão e não quer ter nada a ver com crâneos ocos como Santana ou Sócrates. Aliás, eu até respeito mais o Portas que estes dois. Mesmo que seja negativo, o "Armário Fechado" do Caldas tem conteúdo e sabe o que ele próprio quer. O Sócrates e o Santana não me parece...
Está bom de ver que não estou muito convicto no futuro do país no pós-20 de Fevereiro. Dos que podem ganhar as eleições, qual deles o pior. Se eventualmente o "1/2 Mandato" continuar no poder, lá teremos que voltar a levar com o CDS (mesmo não se gramando, Portas e Santana querem é poder, nem que isso implique viverem "maritalmente" a nível legislativo), o que significa que se vai continuar a proceder à privatização do tudo o que seja património do Estado. Se, por ventura, for o PS a ganhar (de terrível o menos), dificilmente veremos uma aliança com os verdadeiros partidos de esquerda (CDU e BE), pois o pessoal do Largo do Rato tem uma lógica muito próxima do "orgulhosamente sós", além de que a escória (OK, há um ou dois como o A. Vitorino, que até são gajos capazes) que acompanha o Sócrates (também ele escória, é claro), é a velha escória guterrista, onde se conta, entre outros, o ex-futuro Álvaro Cunhal, Joaquim Pina Moura, ex-ministro de má memória para a área da economia e finanças. Mas também, ouve algo ou alguém de bom na segunda legislatura guterreana?
Igualando o meu estado de alma sobre a temática das próximas eleições, a canção que está a passar agora é o Dumb dos Nirvana (já comecei a ouvir a minha última aquisição...). Para quem conhece a música, sabe que dá com a temática (e agora começou a Polly...)!

quarta-feira, janeiro 19, 2005

Pedido de desculpas da gerência

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Devido ao facto de, nos últimos dois dias, ter voltado a trabalhar, não tenho podido prosseguir com a minha habitual produção bloguística. Gostaria de escrever algumas coisas, mas estou algo cansado, e em vez de escrever um post ou dois, vou deitar-me na minha cama e por a tocar o Loaded dos Velvet Underground (gosto de adormecer ao som de boa música...).
E amanhã será ainda mais dificl fazer qualquer coisa aqui neste vosso espaço, já que vou trabalhar das 09.00 às 22.30 (a hora final é calculada por estimativa pessoal). Mas tenho umas ideias para partilhar, quando arranjar tempo para voltar aqui.
Mais uma vez, 1000 desculpas, caríssimos leitores.

segunda-feira, janeiro 17, 2005

É giro, pá

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Encontrei esta:
There is more money being spent on breast implants and Viagra than Alzheimer's research. This means that by 2020, there should be a large elderly population with perky boobs and huge erections and absolutely no recollection of what to do with them.

domingo, janeiro 16, 2005

O Dakar 2005 acabou, viva o Dakar! (parte 2)

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Em relação aos automóveis, a verdadeira paixão deste vosso escriba, a Mitsubishi voltou a dar cartas (figura de estilo utilizada nestas ocasiões para assinalar a supremacia dos vencedores) e calendários (ferramenta de medição temporal que se dá aos adversários, para estes constatarem o atraso que têm em relação à Mitsubishi). Stephane Peterhansel (co-pilotado por Jean-Paul Cottret) ganhou pela segunda vez nos automóveis, sucedendo a si próprio no palmarés da grande maratona africana (juntando estes dois triunfos às suas seis vitórias nas motos, o que faz com que seja o piloto mais vitorioso no Dakar), sendo seguido na classificação pelo seu companheiro de equipa, o surpreendente (e ex-campeão mundial de ski?) Luc Alphand (acompanhado por Gilles Picard, vencedor da prova em 2000, com Jean-Pierre Fontenay), que efectuou uma excelente prova na sua estreia com o Pajero Evo no Dakar, só não dando mais luta a ?Peter?, devido a ordens de equipa (uma operação ganhadora como a da Mitsubishi custa muito dinheiro?).
De destacar o crescendo susutentado da VW em relação ao ano passado, com a dupla feminina Jutta Kleinschmidt/Fabrizia Pons a ocupar o 3º lugar e o seu Race Touareg a ser o 1º veículo com motorização Diesel a atingir o pódio da prova africana. Na equipa alemã, destaque-se ainda a consistência de Bruno Saby/Michel Perin (ambos ex-vencedores da prova), que se classificaram em 5º e a fogosidade da dupla Robby Gordon/Dirk von Zitzewitz, com Gordon a constituir-se como uma das revelações da prova (fazia a sua estreia). Só foi pena a dupla Juha Kannkunen/Juha Repo nunca ter encontrado o ritmo e sorte para chegar a Dakar, vindo a desistir na 11º etapa (Atar-Kiffa). Para o ano, e depois da boa forma demonstrada, contém com a VW para a corrida à vitória.
Se a VW foi uma espécie de revelação, já a Nissan foi uma desilusão. A equipa apostava forte numa versão mais desenvolvida da Pick-up (estreada em Portugal, com uma vitória na Baja Anta da Serra 500, pelas mãos da dupla Colin Mcrae/Tina Thorner),e apostando no power trio da edição passada: Ari Vatanen (agora acompanhado por Tiziano Siviero), Colin Mcrae e Giniel de Villiers/Jean-Marie Lurquin. Pois bem, se nos lembrarmos do primeiro power trio da história do Rock (os Cream), sabemos que tiveram pouca duração com muitos desaguisados pelo meio? No caso da Nissan aconteceu algo parecido. Ari Vatanen é demasiado fogoso para a idade que têm (como se um ex-campeão do mundo de ralis e tri-vencedor do Dakar precisasse provar alguma coisa, o certo é que o finlandês age assim). Parece um contra-senso, mas como podemos ver em Peterhansel, o que conta é uma mistura muito bem preparada de inteligência com velocidade. E Vatanen quando mostra uma destas características, esquece-se da outra complementar? Mas se Vatanen ainda tem um pingo de inteligência, o mesmo não se pode dizer do escocês Colin Mcrae. O ?crashing scotsman? é um piloto que sempre mostrou rapidez, mas nunca muita inteligência nem sentido estratégico. E numa prova como o Dakar, estes são factores muito importantes? Depois de ter enganado uns quantos na edição passada, Mcrae este ano mostrou toda a sua garra, correndo que nem um louco e destruindo a Nissan logo na primeira etapa em pleno deserto (a 6ª etapa, entre Smara e Zouerat)... Como já disse em post anterior, não é só para aparecer que a Nissan paga a Colin Mcrae? Resta-nos pois, o sul-africano Giniel de Villiers, pelo 3º ano consecutivo o melhor Nissan à chegada, ficando nós com a sensação de que não lhe faria mal nenhum conduzir um dos Pajero Evo ou mesmo os VW Race Touareg. Dono de uma rapidez e consitência assinaláveis, só os problemas com o carro é que lhe privaram o 3º lugar (os Pajero Evo são inalcançáveis por agora).
Falando em Nissan, uma menção ao luso Carlos Sousa (acompanhado pelo francês Thierry Delli-Zotti), que fez um excelente Dakar ao volante de uma Nissan Pick-up do ano passado. Contratado à ultima hora pelo Team Dessoude, depois da ?facada nas costas? que a Mitsubishi lhe infligiu, Sousa adaptou-se rapidamente a um carro que não conhecia, inferior às máquinas da frente e com o seu co-piloto a receber a notícia do falecimento de seu pai no decorrer da 1ª semana de prova, o piloto de Almada chega ao dia de descanso numa magnífica 4ª posição, sabendo desenvencilhar-se nas armadilhas da etapa-maratona que dizimou um bom número de ?bravos do pelotão?. Mas como nada é garantido no desporto automóvel, mais a mais no Dakar, a dupla luso-francesa enfrentou contratempos na última segunda-feira, que os remeteram para o 7º, posição que nunca mais perderiam. E chegou hoje a Dakar, às margens do Lac Rose, nesse mesmo 7º lugar, e sendo o melhor piloto com um carro não-oficial. E fica aqui a nota: a Mitsubishi só contratou Joan Roma devido ao dinheiro da Repsol (colocando o Sousa na rua, devido a isto), e o espanhol não mostrou nada que se visse, a VW tem o Robby Gordon, demasiado ?americano? para uma prova como o Dakar (apesar do meu juízo sobre ele ter melhorado à medida que a prova avançava) e a Nissan tem o mentecapto (em termos ?Dakarianos") do Mcrae. O Sousa faria melhor que estes três pilotos (quase que juro a pés juntos)!
Uma palavra ainda para Jean-Louis Schlesser, a entrar em curva descendente da sua carreira de piloto e construtor, somando mais um abandono, numa prova que já venceu por duas vezes, e para o Team X-Raid, que inscreveu os dois BMW X5 que tanta sensação provocaram na edição passada, sensação essa que na edição deste ano foi brevemente conseguida pelo qatariano Nasser Al-Attiyah, que ficou pelo caminho na etapa-maratona, depois de um acidente. É pena que a BMW não dê um maior apoio a esta equipa.
A nível de portugueses, além de Carlos Sousa, aplaude-se as prestações das equipas Paulo Marques/Rui Benedi em Toyota Land Cruiser, Ricardo Leal dos Santos/Rui Silva (tal como o Sousa, também de Almada?) em Mitsubishi Pajero e Elisabete Jacinto/Olivier Jacmart/Rui Porêlo no camião Renault Kerax, que atingiram o maior objectivo que alguém segue num Dakar: chegar ao fim! Pelo caminho ficaram as duplas Francisco Inocêncio/João Luz (com o navegador corajosamente a regressar depois do brutal acidente sofrido com Carlos Sousa, no Dakar-Cairo de 2000, que o deixou paraplégico), que nem sequer arrancaram devido a um problema de juventude no Pajero preparado pela Ralliart (nunca se alinha no Dakar num carro totalmente novo?), e Bernardo Vilar/Pedro Gameiro, que conseguiram despistar e avariar um dos carros mais resistentes do mundo TT, o Nissan Patrol GR, na 12ª etapa (Kiffa-Bamako).
Para o ano? A Mitsubisihi é candidata a um 6º triunfo consecutivo, a Nissan deverá repensar a sua estratégia, sobretudo a nível de pilotos, a VW está num muito bom caminho rumo à vitória (e haverá mudança no line-up dos pilotos), Schlesser tem os dias contados (em termos competitivos) e o Team X-Raid poderá ver as suas portas fechadas até ao próximo Dakar devido à falta de verba. Nas motos, deverá continuar o feudo da KTM (este ano colocaram 18 motos nos 20 primeiros?), embora a Yamaha possa reforçar o seu papel no desenvolvimento da WR450 de duas rodas motrizes, levada ao 5º lugar final este ano, por David Fretigné. Nos camiões, deverá ser uma luta entre a Kamaz (favorita) e a Tatra, sendo de observar as prestações futuras da Iveco, que contratou para a edição deste ano, os antigos ases dos ralis (e da Lancia...) Massimo Biasion e Markku Alen (o homem que mais vezes ganhou o rali de Portugal).
Uma coisa é certa. A aventura não acaba.

O Dakar 2005 acabou, viva o Dakar! (parte 1)

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Adaptando a aclamação de sucessões reais, a intenção é clara, para mim (e para muitos outros, neste ponto não estou a dar em maluco?) , o Dakar é a prova-rainha do automobilismo, em todas as suas vertentes.
Não tenho medo de proferir tão forte afirmação, pois comparando míticas provas como as 24 Horas de Le Mans, as 500 Milhas de Indianapolis, ou o Mundial de F1 (só para dar alguns exemplos), elas não atingem a dimensão do Dakar em muitos aspectos, se não vejamos: o Dakar é a mais longa prova automobilística do mundo (duas semanas de competição, com um dia de descanso), é a que tem uma maior distância a cumprir (8956 Km de extensão), a assistência às viaturas não tem o luxo de boxes ou Zonas de Assistência (em caso de dificuldade os pilotos terão que se desenvencilhar sozinhos, ou então esperar pelo camião de assistência, neste caso se forem uma equipa de topo, ou então tentar levar o carro até ao fim da etapa e resolver os problemas no acampamento).
No que diz respeito à edição deste ano, o que me marcou mais foi o falecimento de Fabrizio Meoni. Como já disse em post anterior, depois de ver a sua ascenção, como humilde e lutador que era, custou-me encarar o falecimento do italiano de 47 anos. Os seus colegas motards também sentiram de sobremaneira a sua perda, já que Meoni constituía quase que uma figura paternal em relação a eles, mesmo sendo um directo perseguidor.
O espectro da morte pairou, infelizmente, mais do que o habitual no Dakar deste ano. A prova tem uma média macabra de pelo menos uma morte por ano, e nesta edição foram cinco (Meoni, o motard espanhol José Maria Pérez, dois motards não-participantes apoiantes do belga, também motard, René Delaby, e uma criança senegalesa que fugiu do controlo dos pais e foi atropelada por um dos camiões participantes, aquando do atravessar de uma povoação). Nas motos o ambiente nunca foi mais o mesmo, com a 12ª etapa (a do dia seguinte à morte de Meoni) a ser anulada para as motos, devido ao plantel das duas rodas não se sentir em condições psicológicas para avançar de súbito.
Para finalizar a abordagem às motos, de salientar a vitória de Cyril Despres (KTM-Gauloises) num Dakar que, com a morte de Meoni, não contou com nenhum dos ex-vencedores na categoria de motos (desde a passagem de Peterhansel para os automóveis, que tal não acontecia). O francês obteve uma vitória mais que justa, tendo como maior opositor o espanhol Marc Coma, da formação KTM-Repsol. Como revelações na prova das motos, há a destacar o australiano Andy Caldecott (6º) e o americano Chris Blais (9º). Desilusão desportiva, o sul-africano Alfie Cox, mais uma vez com uma máquina vencedora, e mais uma vez, sem passar do 3º lugar da classificação, já com uma diferença considerável para Despres e Coma.

Tudo em família

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O pioneiro na família, fui eu. Ninguém, quer no lado maternal, quer no lado paternal, tinha criado um blog antes de mim. Mas depois de eu ter mostrado a luz, eis que surge o Só Tretas, criação do meu primo Gabriel (com mais uns amigos).
OK, é um blog criado por malta com 17 anos e no 12º de Científico-Natural (estão a delirar com as moléculas com que se vão deparar nos exames nacionais...), mas passem por lá, não está assim tão mau ;) .

quinta-feira, janeiro 13, 2005

Os novos Silence 4?

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Os Fingertips são uma das mais recentes bandas portugueses a conhecer o sabor do sucesso, sendo conhecidos pelo seu tema "Mellancholic Ballad". O pouco que ouvi destes gajos, não é de ferir os ouvidos, é até uma pop cumpridora, mas vai pouco mais além.
Mas agora, que estes pseudo-fenómenos começam a mexer no espectro adolescente, isto começa a tomar proporções de rídiculo...

Steven Patrick é que sabe

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A bond of trust
Has been abused
Something of value
May be lost
Give up your job
Squander your cash - be rash
Just hold on to your friends
There are more than enough
To fight and oppose
Why waste good time
Fighting the people you like
Who will fall defending your name
Oh, don't feel so ashamed
To have friends
Morrissey, Hold on to your friends, Vauxhall and I (1994)

É giro, pá

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Acabei de ler num fórum da internet, dois versos muito certos. Aqui vai:
It's so nice to be insane/No one asks you to explain

terça-feira, janeiro 11, 2005

Já vale a pena

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Nunca fui daqueles que viviam com uma pedra na mão para atirá-la ao Zahovic.
Admito que o esloveno nunca atingiu os níveis exibicionais alcançados no V. Guimarães e no FC Porto.
Mas não acho que fosse tão mau como o pintavam, desenrascando o suficiente para merecer um lugar no onze com regularidade. Convém lembrar que o "nº10" não é um jogador de pulmão mas sim de rasgos, daí a estapafurdice das críticas que se fazia ao "jovem" Zlatko por este não dar mostras de grandes correrias em campo.
Mas pensemos um pouco. Alguém mais tem feito de nº10 naquele Benfica? O Geovani até já jogou naquela posição, mas no Brasil, o Sokota também faz aquela posição (embora esta opção reduza o leque de avançados) mas querem-no por na rua, o Simão é indispensável nas alas, o Bruno Aguiar não tem estaleca e o Manuel Fernandes joga demasiado recuado.
Ou seja, manda-se embora um jogador sem ter ninguém para o substituir (não me parece que o Nuno Assis venha este mês). Viva os VVV (Vilões Vieira e Veiga)!!...

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Fabrizio Meoni (31/12/1957-11/01/2005) Posted by Hello

In Memoriam

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Fui agora ao site oficial do Barcelona-Dakar, e uma das coisas que saltou logo à vista foi a fotografia de Fabrizio Meoni, duas vencedor da prova na categoria de motos e concorrente nesta mesma categoria na presente edição da prova, onde era um dos principais contendores, e encontrava-se na 2ª posição. Digo encontrava-se, pois na etapa de hoje, Meoni sofreu uma queda que lhe veio a retirar a vida.
Depois de ontem se ter confirmado a morte do motard espanhol José Manuel Pérez em Alicante (para onde foi transportado, depois do acidente que sofreu na etapa de quinta-feira passada), este foi mais um rude golpe para a caravana do "Dakar", maior até devido a Meoni já ser um dos símbolos da corrida.
Pessoalmente, esta morte ainda me chocou mais que a de Pérez, já que o legado de Meoni sempre me impressionou. Ainda me lembro daquele italiano que há cerca de 8-10 anos enfrentava as Yamaha e KTM oficiais com uma Honda XR 600 privada, preparada por ele próprio, e que apesar de ser uma montada mais fraca, conseguia medir forças com muitas das motos que estavam (teoricamente) à sua frente. Lembro-me da alegria que foi para mim, para todos os fans da corrida, da caravana do Dakar e de todos mais, quando Meoni conseguiu a sua 1ª vitória no Dakar, em 2001, fruto de anos e anos de esforço. Ele, devido à sua natureza pessoal, já era um vencedor. Aos 47 anos, podia ter muito bem passado para os automóveis, ou então ficado na sua casa em Itália, vendo a prova pela TV acompanhado pela mulher e pelo filho. Mas não, para quem enfrentou o Dakar numa perspectiva de desafio, não lhe ia virar as costas assim tão depressa.
Poderá haver quem lhe chame parvo por continuar. Poderá haver quem lhe chame mártir por morrer a fazer algo de que gostava e acreditava. A mim fica-me a memória de um homem, cuja preserverança na maneira como encarava o Dakar devia ser seguida por nós nas nossas vidas.
Que a memória de Fabrizio Meoni perdure para sempre.
O Grande Líder Branquista (num dos mais tristes e inesperados posts que escreveu)

segunda-feira, janeiro 10, 2005

E esqueci-me de mais um caso

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Mais um dia na colónia militar que dá pelo nome de EB 2+3 D. Martinho Castelo Branco (Portimão).

P.S.- No meu tempo (e eu andei naquela escola), não havia tanta delação e repressão. The times, they are a-changin'?


Dia em grande

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Hoje:

Ora digam lá se isto não foi um dia em cheio?


domingo, janeiro 09, 2005

Ainda o derby

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Sò há duas coisas que me deixam lixado, acima de tudo, no que diz respeito ao jogo de ontem à noite, quase que mais do que a derrota do "Glorioso".
  1. Ter sido o Liedson a marcar os golos da vitória lagarta. Se o Sporting fosse um clube decente e forte, no que diz respeito à sua organização interior, o Liedson não tinha jogado e o Benfica tinha ganho por 1-0, pois num clube com "eles no sítio" (estilo FC Porto), o Liedson teria passado a noite de ontem a beber imperiais e comer tremoços no bar da academia de Alcochete, vendo o jogo pela "janela mágica".
  2. Por motivos de sacanices contratuais que só interessam aos VVV (Vilões Vieira e Veiga), o Sokota ter sido relegado para a bancada, indo para seu lugar o "entrevado" Mantorras, que, com 25 meses sem jogar, só mesmo com uma aparição da N. Sra. do Humabo é que faria alguma diferença no jogo.

O Colin é maior (palhaço)!!!

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Infelizmente, há pessoas que ainda vivem num reino de ilusão em que pensam que o McRae é (ou melhor, era...) um dos mais fortes pilotos à partida da grande maratona que é o Paris-Dakar.
Ora das duas participações do escocês na prova africana, só ficou a memória de espalhafato competitivo. E enquanto que no ano passado, pode-se dizer que metade da culpa foi do carro, este ano a borreguice foi totalmente da responsabilidade docrashing scotsman. E porquê? Porque só um labrego pensa que mantendo o mesmo ritmo que tinha demonstrado numa etapa de trilhos "normais" e fáceis (como foi a que o McRae ganhou, no dia anterior ao da sua desistência), numa etapa de areia e dunas, só pode ser parvo. E assim se "descadeirou" uma Nissan Pick-up oficial, que nas mãos de um Sousa, De Mevius, Kleinschmdit, Kankkunen (mas com ritmo) ou Henrard, chegaria ao fim, e bem classificada.Claro que há o estafado argumento da projecção mediática do Mcrae. Mas ele não está lá só pela projecção, aliás muito do seu papel na equipa não passa por aí. A Nissan como grande construtor mundial que é, tem que reforçar a sua imagem de marca, indo daí participar num evento desportivo com uma grande projecção nos media mundiais, e onde se podem inserir bastantes modelos da sua gama (Pick-up, Patrol, Terrano, Pathfinder, Paladin). Daí que a política de contratação de pilotos seja a de garantir a vitória, pois não acreditemos que a Nissan esteja lá só para aparecer, pois só isso não chega para o departamento de marketing...Se fossemos falar em "glamour" de pilotos, Vatanen e De Villiers não teriam sido convidados e se calhar tinham ido tenta seduzir Carlos Sainz, Tommi Makinen ou Fabrizio Meoni para ocupar esses lugares.
Mas não. Como está lá para ganhar, a Nissan decidiu contratar um tri-vencedor do Dakar (Vatanen), um piloto competentíssimo e que desenvolveu por completo a primeira Nissan Pick-up da "era moderna" (De Villiers) e uma antiga estrela de ralis (Mcrae), já que normalmente o TT constitui-se como um PPR activo para os pilotos desta proveniencia. Só que, ao contrário de nomes como Vatanen, Kankkunen e Saby (e numa escala menor, Salvador Serviá ou Philippe Wambergue), McRae ainda não conseguiu mostrar inteligência para fazer o Dakar, pois o Mundial de Ralis não se compara em nada (e o escocês, de quem se fala tanto, só uma vez foi campeão do mundo...) com a prova idealizada por Theirry Sabine, e não se pode andar a bater a torto e a direito, pois a assistência não está logo ali à porta...
Só para finalizar a questão do desperdício de dinheiro em pilotos que não servem para nada, a VW ainda foi mais audaz que a Nissan, ao contratar o americano Robby Gordon, herói do TT americano (muitíssimo inferior ao europeu), tendo conduzido monolugares da CART e IRL, tendo disputado na última época a boçal NASCAR. Gordon mostrou ser ainda mais saloio que McRae, ao andar a abrir até se despistar (no mesmo local que o escocês) e deitar abaixo as suas hipóteses de uma boa prestação. Bem, o que eu queria dizer sobre esta abordagem à VW, é que os germânicos é que tiveram olho para a promoção, já que ao colocar um americano a correr, consegue provocar uma maior atenção para a prova e para si, nos muy patriotas EUA...Ah, podem ter falado muito do McRae e do Gordon, mas agora não falam mais... Agora quem tem direito ao tempo de antena são os Mitsubishis do Peterhansel e do Alphand, o VW da Jutta e as Nissans do Sousa e do De Villiers (mais uma vez o melhor Nissan oficial).
O Sousa. Mal empregado a Repsol ter mais dinheiro que a Galp e a TMN juntas, e ter colocado o emplastro do Joan Roma na Mitsubishi, no lugar pertencente (por justiça e direito) ao Sousa. Agora é o portuguesinho que envia calendários ao catalão, só para este saber a diferença que tem de superar para chegar à Nissan SEMI-oficial e do ANO PASSADO. O Sousa está demonstrar que é dos melhores pilotos de TT do mundo. E se vem aquele argumento português "invejoso-deitar à baixo" da duna egípcia, só podemos atribuir culpas à organização, pois além do Sousa (que levava um navegador inexperiente) também lá ficaram (entre outros) o Shinouzuka e o De Mevius, que levavam navegadores experientíssimos. Mas OK, a justiça não é algo que impera nos meandros do desporto automóvel (e então no reino rancoroso e invejento de Portugal, muito menos). Esperemos é que o Sousa consiga manter o 4º lugar até final (ou até mesmo subir, pois algo me diz que o VW da Jutta pode "brecar").
Com menos acidentes no currículo que o McRae e mais vontade de aprender com o Sousa;
O Grande Líder Branquista

sábado, janeiro 08, 2005

Considerações futebloguísticas

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O FC Porto é um consulado do Brasil, o Sporting é a verdadeira sede das Produções Fictícias e o Benfica é que é uma nação! (Tudo isto a propósito do jogo desta noite. Força Benfica, só é pena o Trapattoni ter cedido a pressões do c..... do Veiga, e assim não convocou o Sokota!

10 músicas para sacarem: Especial Bowie

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  1. Space Oddity
  2. Ziggy Stardust
  3. Moonage daydream
  4. Absolute begginers
  5. Quicksand
  6. Heroes
  7. Alladin Sane
  8. Sufraggete city
  9. Qualquer música do Low
  10. Wild is the wind

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Aniversariante do dia. Mestre Bowie (aqui na fase glam-rock), também conhecido como "Camaleão", Ziggy Stardust, Alladin Sane, Major Tom, Thin White Duke,e entre outras mais, celebra hoje 55 anos de idade. Um génio como poucos (exceptuando a produção dos anos 80, claro está), continua no bom caminho, tendo cmo prova disso "Reality", o seu último albúm. E esperemos que continue o bom trabalho... Posted by Hello

Para picar os leitores lisboetas

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P: Sabem porque é que o Alentejo é um deserto? R: Porque é por onde os camelos de Lisboa vão para chegar ao Algarve...

Semi-epicurista por um dia

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Ontem foi um dia em grande. Juntamente com os camaradas Vanda e Ricardo (à noite, juntaram-se mais camaradas), passei o dia a passear a comer e a beber á la gardé. Mas passo explicar ponto por ponto:
  1. Encontramo-nos na estação de Portimão (da CP claro está, pois o terminal ferroviário há muitos anos que está prometido e não cumprido), por volta das 10.25, fomos pôr gasolina no meu fiel Fiesta, e lá partimos em direcção de Monchique ao som do This is hardcore dos Pulp (começar em estilo...). Chegados a Monchique, viramos para a estrada do Alferce com o intuito de ir à Picota, segundo ponto mais alto da serra de Monchique. Lá fomos por uma estrada estreitinha, vá lá que alcatroada (o esforço da CM de Monchqiue em asfaltar os pequenos caminhos do concelho, tem sido bastante meritório), com uma série de curvas, altamente inclinada, com o sol a dar de frente (e eu na minha obstinação em não usar óculos de sol...) e chegámos à Picota, onde tivemos de deixar o carro, pois a partir de certo altura só se podia seguir o carro (mas se eu tivesse seguro contra todos os riscos, e não gostasse do carro, podia avançar por lá...).
  2. O trilho (ida e volta). Na alto da Picota encontra-se um posto de vigia para prevenção de incêndios (escusado será dizer que a zona circundante também tinha marcas indeléveis dos incêndios que assolaram a zona nos últimos dois verões), além de haver umas pequenas marcas vermelhas nas pedras (o alto é, essencialmente, pedra) indicando um trilho de passeio. E lá fomos nós seguindo esse trilho, deixando o posto de vigia para o regresso. Depois, é engraçado constatar o que é que uma paisagem a dar para o bucólico (é, sobretudo, eucaliptos, o lucro assim obriga...) pode fazer, começando nós a deturpar uma conversa que estávamos a ter sobre o nosso grupo de amigos para a questão do desapego da alma em relação à matéria, o sentimento de posse em relação àqueles que mais queremos, e por aí fora (freakelhices...). Foi engraçado ver o Ricardo e a Vanda (eu só me ria...) a fazerem um nó na cabeça um do outro com esta discussão. Fomos andando, andando, seguindo o trilho, e quando demos por nós, já nem o posto de vigia víamos, tanto que tinhamos andando! Aí, achou-se por bem voltar para trás (mais pesarosos, pois era a subir) e fomos ao topo da Picota, e subimos ao posto de vigia! Por falar em posto de vigia, nesta altura do ano está inoperacional, mas deu para constatar uma coisa: os guardas florestais (pelo menos neste caso) forram o chão do posto, com aquele papel de parede muito "manhoso" com um padrão de quadrados amarelo torrado! Foi só uma nota estética...
  3. O almoço. De volta ao carro, lá fomos à procura do almoço ao síto previamente acordado, o restaurante-galeria Porca Preta, situado no estrada para o Alferce, e já mencionado em posts anteriores . Todos contentes, a pensar que íamos comer e enfartar a olhar para o vale sobranceiro, com os animais do restaurante à volta e as esculturas que polvilham o espaço circundante, eis senão, que, quando chegamos, a senhora alemã que nos recebe diz que o restaurante está fechado e só reabre a 3 de Fevereiro... Oh frustração! Mas como tinhamos decidido passar um dia "epicurista", seguimos caminho para o restaurante Jardim das Oliveiras, local aonde os cromos com dinheiro vão almoçar quando se vai a Monchique. Lá chegados, e devido ao facto de eu e o Ricardo estarmos com a barba por fazer, com ténis velhos (e rotos no meu caso), e uma indumentária tremendamente out (falando nos gostos da malta com dinheiro...), fomos recebidos friamente por um empregado, que nos indicou uma mesa ao pé da lareira (e do WC...). O bife "Jardim das Oliveiras" e os medalhões de porco com ananás estavam muito bons, mas aconselho-vos (especialemente aos leitores lisboetas) a irem lá ao fim-de-semana ou fazer encomenda, para assim poder disfrutar da haute cuisine típica algarvia, a imagem de marca deste restaurante. Pagámos 47.50 euros e saímos.
  4. Degustação e matraquilhos. Saídos do restaurante, fomos à procura de melosa (aguardente com mel, canela e mais uma ou duas coisas), seguindo eu por instinto para a estrada que vai dar ao Peso e ao Chilrão. Com os cinco sentidos alerta à busca de tascos, lá encontramos o "Café André". Na dúvida se estava aberto ou não, saímos do carro, reparámos que a porta estava aberta, e demos com um velhote (no bom sentido da palavra) ao balcão. Lá perguntámos se o estaminé estava aberto, o senhor disse que sim, e nós sentamo-nos ao balcão, pedindo a primeira rodada de melosa. Depois fomos jogar matraquilhos na mesa que lá estava, e íamos intercalando os jogos com mais rodadas de melosas e conversando com o senhor André. Estas conversas faziam lembrar um post que a Catarina (não sei se a posso tratar por Catarina...) escreveu há uns tempos, e enquanto tirava as semnetes de uns piri-piris para fazer uma sementeira, o senhor André ia-nos falando de que a última bebedeira que apanhou foi aos 15 anos (agora tem 75), classificando-a de brutal mas também dizendo que gostou dos efeitos (malandro, o velhote...), de que com 12 anos consumia agaurdente a rodos e não se embebedava, que a sexta-feira para ele era um dia de azar, orgulhoso no filho que "era uma máquina aos matraquilhos", entra outras coisas mais. O estilo do sr. André era tão "senhor idoso ideal para aperecer num anúncio a dar para o ternurento-lame, versão serrana algarvia", que a Vanda estava encantada e quieta só a olhar para ele, só faltando cair um fio de baba da boca aberta dela... Ainda jogámos uma série de jogos com um casal autóctone, e depois, abalamos de volta para Portimão. Ah, o sr. André ainda ofereceu uma rodada de melosas...
  5. And so on, and so on. Chegámos a Portimão, avisamos as progenitoras de que iamos jantar fora (planeamento familiar de última hora) e ainda convidamos mais pessoal para o culminar do nosso dia epicurista. Fomos ao "Bom Apetite", também conhcido por "Lemos", onde devido a um jantar de grupo, vimos a comida a tardar a chegar à mesa, e, pouco tempo depois de ter chegado, os putos (OK, 18-19 anos....) começaram a por drum n' bass em altos berros. Eram mais que nós!... Para acabar a noite em grande, ainda fomos ao Porta Velha, mas estava cheio, e ficou aí o epicurismo do dia, já que fomos ao Sports Bar...

terça-feira, janeiro 04, 2005

Todo o algarvio é inteligente ;)

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Cavaco Silva não autoriza utilização da sua imagem nos cartazes do PSD.
Muito obrigado, desde quando é que uma pessoa se quer "queimar", sem sofrer de tendências psicóticas? Este acto provou que o varejador de oliveiras e alfarrobeiras de Boliqueime é um dos seres com mais inteligência dentro do PSD. Aliás, a prova de que há gente inteligente no PSD, é o facto de Santana Lopes ter ido fazer uma requisição civil ao PPM e ao MPT...

segunda-feira, janeiro 03, 2005

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Quim Barreiros reclama-se o "mestre de culinária". Este é de certeza o mestre do volante. Os parabéns do Água em Pó a Michael Schumacher, que celebra hoje 36 anos de idade. Posted by Hello

domingo, janeiro 02, 2005

2005's wishlist

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Em 2005, gostaria:

Mas, acima de tudo, dinheiro, saúde e bom humor é o que uma pessoa precisa (sim, o dinheiro faz muito jeito!).

Mais uma vez, feliz 2005.


2005's opening post

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Eis a minha primeira visita ao Blogger de 2005.
Olá caros leitores. Esperam que tenham tido umas boas passagens (eu não me posso queixar da minha). 2005 já me causou surpresas: ontem fui pôr gasolina no meu carro, na BP "do Apolo" (referencia portimonense e ponto de encontro dos desprezíveis tunings e street racers cá do burgo, às sextas à noite), e vi que a Sem Chumbo 95 tinha baixado a barreira psicológica de 1 euro (0.999 cêntimos). Para quem acreditava que a "SC95" não baixaria de um euro, foi uma surpresa agradável. Esperemos é que se mantenha ou baixe...
Se pago a gasolina do meu carro, já o meu pai é que paga electridade cá de casa. E na luz houve aumento, e não diminuição de preços. Melhor, o meu pai é penalizado duas vezes, pois além de casa, tem que pagar a electricidade do seu estaminé, que subiu cerca de 10% (uso doméstico, cerca de 2.8%). E não, o meu pai não corresponde ao típico chavão capitalista... Aliás, todos os negociantes deviam ser como ele (OK, aqui estou a ser um pouco tendencioso...).
Mas á parte de despesas e paternalismos, esta passagem de ano fica marcada pelos efeitos devastadores, provocados pelo tsunami que assolou o Oceano Indíco. Sobre este caso, não me apetece muito mencionar sobre as vítimas e danos materiais (ultrapassa a minha capacidade de escrita, mas podem sempre ir aqui), gostaria era de frisar este tipo de casos.
São estas coisas que me chocam. Quer dizer, no momento em que devemo-nos deixar de peneirices do género "ocidental vs. oriental", de maneirismos pseudo-modernos de show-off como férias no estrangeiro (alguém me explique onde é que está o "chique" de ir fazer férias para vai toda a gente, tipo Brasil, Tailândia, Cabo Verde, República Dominicana, etc.), e de outras formas de "soberba económica", quando é necessário sermos HUMANOS DE FACTO, aparecem estes gajos, com maior frieza do mundo, a dizer que vão para a Tailândia (ou outro país assolado pelo maremoto) porque tinham as férias marcadas e porque lhes disseram que os sítios para onde iam estavam minimamente em condições. Devem ser frios ao ponto de tomar banho com cadáveres a boiar ao pé... Mas atenção, apesar do link, também vi alemães e australianos a fazerem o mesmo tipo de comentário.
Outra coisa que salta à vista no primeiro de Janeiro é a liberalização do comércio tradicional. Perdoem-me o pessimismo, mas é agora que as fábricas nacionais do sector têxtil vão "à vida", muito por graça e obra do "gigante" chinês, que vai abalar e de que maneira aquele este sector económico.
Uma medida "meio" positiva, é o novo sistema de compra das "quotas de poluição" atribuídas pelo protocolo de Kyoto (deparei com esta medida, graças a eles). O revés desta medida poedrá ser a compra de quotas por parte das super-potênciais industriais, afectando assim o nível de vida das suas populações, não valendo a estas, os propósitos de Kyoto em baixar o nível de poluição atmosférica.
Mas, acima de tudo, temos que ser positivos, agir positivamente e tentar dar a volta a esta m... toda!
Deixem na caixa de comentários, as vossas previsões e desejos para 2005.
Em suma, feliz 2005 para todos!
O Grande Líder Branquista (também conhecido como o grande educador da classe algarvia...)

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