sexta-feira, abril 29, 2005

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Automóvel do dia: O Audi Coupé Quattro. O carro que revolucionou o mundo dos ralis, através da introdução das 4 rodas motrizes e da sobrealimentação (mais ou menos o primeiro carro de ralis da época moderna..). A sua estreia na competição,dá-se como carro "0" (o carro que abre a estrada para ultima verificação antes dos concorrentes) no Rali do Algarve de 1980. Se tem concorrido, teria ganho o rali com cerca de 8 minutos de vantagem (acreditem, é muito!). Hannu Mikkola e Stig Blomqvist sagraram-se campeões do mundo de ralis ao volante destas máquinas, enquanto Michéle Mouton tornou-se a primeira mulher a ganhar um rali do Mundial, tripulando um Quattro oficial no Rali de Sanremo de 1981 (piada machista: só ganhou, porque ia a guiar um Coupé Quattro...). E, opinião pessoal, é um dos carros mais bonitos dos anos 80.

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Piloto do dia: Nigel Mansell (em Willams FW14B/Renault V10). O "brutânico" foi um dos últimos pilotos vindos da "working class" a sagrar-se campeão do mundo de F1 (o último foi Michael Schumacher). Sem dinheiro para grandes carros, Mansell valeu-se do seu talento para vingar nas camadas inferiores, para além de outros biscates como ter hipotecado a sua casa ou ter sido polícia na ilha de Man. Por sorte, Colin Chapman (o fundador do Team Lotus) reparou nos seus dotes de pilotagem e recrutou-o para a sua escuderia a partir do GP da Áustria de 1980. A partir daí, Mansell foi construíndo uma reputação de piloto veloz e feroz, que o levaria para a Williams em 1985, obtendo também nessa época, a sua primeira vitória num GP de F1 (Inglaterra). Depois de ter lutado pelos títulos de 86 e 87, e de uma temporada confrangedora com o Williams/Judd em 1988, Mansell assina com a Ferrari. Ganhará a sua prova de estreia com o carro da "Scuderia" (Brasil 1989), mas toda uma sucessão de "pannes" mecânicas, o choque com Senna no GP de Portugal de 1989, e a contratação por parte da Ferrari, de Alain Prost para a época de 1990, fez com que a relação entre Mansell e a equipa italiana e deteriorasse. Depois de ter dito que abandonava a modalidade, ol'Nige voltou atrás na sua decisão, e aceitou uma proposta de Frank Williams para voltar à sua escuderia.
Assim, em 1991, sagra-se vice-campeão (atrás de Senna), sendo inesquecível o momento em que perdeu umas das rodas, segundos depois de ter saído da segunda paragem nas boxes. Mas em 1992, e depois de 5 vitórias consecutivas nos primeiros 5 GP's da temporada, Mansell limitou-se a espalhar a sua classe, sagrando-se campeão pouco depois do início da 2ª metade da temporada (no GP da Hungria).
Tudo seriam rosas, se a Williams não tivesse contratado Prost para a época de 1993. Mansell rumará aos EUA, onde alinhará pela Newman/Haas na então F. Indy. Logo no ano de estreia, sagra-se campeão e é rookie do ano nas 500 milhas de Indianápolis, onde logra obter o 3º lugar. Em 1994, as coisas não lhe correm tão bem e, causado pela morte da Senna, Frank Williams propõe a Mansell voltar pela 3ª vez a escuderia por si dirigida. Disputa 4 GP's, vencendo o último (Austrália) depois do célebre toque entre Hill e Schumacher. Contudo, Williams preteriu-o em favor de David Coulthard, obrigando Mansell a assinar um contrato algo indesejado (de parte a parte) com a Mclaren. Só fez mais 2 GP's e retirou-se.

quinta-feira, abril 28, 2005

Coluna do consumidor

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A Frize de limão é melhor que a Vidago de limão.

Tenho pena da mocinha

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Charlotte Church deve estar a repensar toda a sua carreira. Depois da entrevista deste cromo, a coitada da moçoila deve estar em estado de choque. Sim, porque se me dissessem que tenho semelhanças ao Liam Gallagher, eu iria rapidamente a correr para um consultório de psiquiatria! Outros (Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs, Bloc Party, entre outros) também foram vítimas da demência verbal do pobrezito do Liam. E o espelho, onde estava, quando falavas, jovem manchesteriano?... O que me lixa é que eles (Oasis) ainda pensam que são os novos Beatles...

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Automóvel do dia: Este carro deve ter sido um pesadelo para os técnicos de marketing e publicitários portugueses da época em que era vendido nos representantes da marca. Eis o único e inimitável (a nível de nome) Opel Ascona!

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Piloto do dia: Nelson Piquet, aqui ao volante do Brabhan BT52B/BMW Turbo que lhe deu a vitória no mundial de 1983. Tri-campeão do mundo (81, 83 (Brabham)e 87(Williams)) de F1, Piquet foi um dos melhores pilotos de sempre, sendo só ultrapassado na sua geração por Prost e Senna. Actualmente está afastado dos cockpits de competição, gerindo os seus multiplos negócios e a carreira do seu filho Nelson Ângelo, concorrente no campeonato GP2 (uma das antecamaras da F1). Amanhã, nesta coluna, teremos o "brutânico"...

quarta-feira, abril 27, 2005

Comunicado relativo à seita que dirijo

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Olá caros correlgionários que se dignam a estar sobre a minha guarida excélsica. Vinha por este meio anunciar duas alterações no coluna dos links, respeitante à seita. A primeira menção vai para a metamorfose da ex-Eskimo em Lp (será diminutivo de Ladina paladina...). A segunda é a nomeação de um novo membro da seita, na pessoa da Clara do Maluquices Profissionais, já que ela, com todas as letras, afirmou que gostava de Michael Schumacher e não podia com Teresa Guilherme. Ora isso é precisamente o que a seita mais defende, daí a sua aceitação por aclamação (e de pé).
O Grande Líder Branquista

terça-feira, abril 26, 2005

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Automóvel do dia: Ford Escort. Nesta foto temos um exemplar da 2º geração deste histórico modelo da Ford, guiado num rali britânico pelo piloto Bill Dobie. Entre as mais conhecidas versões deste modelo temos os RS 1800, RS 2000, BDA e Mexico (1º geração), RS 1800 e RS 2000 (2º geração), XR3i e Turbo (3º geração) e os grandes RS Cosworth 4x4 e WRC (5º e última geração). Foi substituído na gama Ford em 1997, pelo Focus.

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Piloto do dia: Jean-Pierre Beltoise (aqui ao volante do Matra MS11 V12 no GP da Alemanha de 1978, onde desisitu devido a despiste). Este parisiense, cuja coroa de glória foi a vitória no GP do Mónaco de 1972, completa hoje 68 anos de idade. Já agora, caso tenham algum piloto que gostariam de ver neste espaço, é favor escrever o seu nome na caixa de comentários, que tentaremos atender o seu pedido o mais rápido possível...

segunda-feira, abril 25, 2005

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Automóvel do dia: O Chaimite VBL 200 (carro do ano em Portugal, em 1974)

Ainda bem que a malta de Santarem tinha que fazer a rodagem às Chaimites

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Se não fosse o 25 de Abril, de certeza que estaria a amanhar uma courela de terra, trabalharia numa serralahria (ou coisa do género) ou, quando muito, ter-me-ia tornado amanuense. Aos 23 anos já seria pai de um miúdo de 5 e de uma rapariga de 2 (a mítica história do casalinho). Daria porrada na minha mulher e ainda iria às putas duas vezes por semana (seria um chefe de família exemplar). Regozijar-me-ia com a eleição do cardeal "Ratazana" para papa. Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz pareceriam pessoas séries. Eusébio ainda jogaria à bola. A prostituição portuguesa aumentaria de sobremaneira no Brasil. Cabo Verde ainda seria "nosso". Eu teria feito o serviço militar obrigatório. E à boa maneira do sul rural, suicidar-me-ia quando chegasse a velho.
Portanto, muito obrigado a F. Salgueiro Maia, a José Afonso, Joaquim Furtado, Adelino Gomes, Marcelo Caetano (porque pediu a demissão), Galvão de Melo (por, embora perigosamente, nos fazer rir). Sem vocês e os vossos camaradas protagonistas, e o povo que saiu à rua em Lisboa há 31 anos atrás, o Água em Pó não seria possível.
Este blogger agradecido faz-vos uma prolongada vénia.
O Grande Líder Branquista
    P.S. - 25 de Abril sempre! Fascismo, Santana Lopes e Paulo Portas nunca mais!

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      Piloto do dia: Niki Lauda (aqui com o mítico Ferrari 312 T2, que lhe deu o título mundial em 1977). Para 25 de Abril, ficava bem um carro vermelho e um piloto contestatário...

      sábado, abril 23, 2005

      Constatações

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      Havia já muito tempo que não ficava em casa ao sábado. E até agora deu para chegar a algumas conclusões televisivas:

      Porquê falar mal do trabalho, quando o ócio é pior?


      sexta-feira, abril 22, 2005

      As questões que se levantam neste fim-de-semana

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      Será que Fernando Alonso vai manter a sua corrente de vitórias? Será que a Ferrari consegue dar um carro competitivo e fiável a Michael Schumacher (Barrichello não conta)? Os Bridgestone vão acabar outra vez nas lonas? Será que os óptimos tempos obtidos pela BAR nos testes das últimas semanas irão materializar-se em resultados? Será que Jacques Villeneuve irá continuar a ser enxovalhado na pista por Felipe Massa e no paddock pela imprensa? As prestações da Toyota e da Red Bull nas primeiras provas terão sido somente fogo de vista? Os pilotos da Williams mostrarão garra? Kimi Raikkonen ir-se-á embriagar durante o fim-de-semana? Tiago Monteiro deixará de conduzir como uma dona de casa portuguesa que tirou a carta há já 20 anos, mas que tem medo de arriscar ainda assim? Quantos segundos ganhará a Minardi com o novo PS05? A GP2 (substituta da F3000) terá alguma espectularidade?
      Estas e outras questões serão respondidas no próximo GP de San Marino. Não o percam, pois eu vou trabalhar no domingo e assim tenho que ter alguem que conte as incidencias da corrida...

      quarta-feira, abril 20, 2005

      Inspiração Marroquina- Pimpim- O Belo

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      Pimpim vivia numa ilha, rodeado de coisas belas. Ele era mosaicos belos, palmeiras com belas folhas, pessoas belas, areais belos. Enfim, tudo o que qualquer comum mortal desejaria ter. Pimpim comia frutas belas, de belas cores e belos sabores. Um dia, apanhou uma bela diarreia. A sua bela caganeira deixou-o três dias sem comer. Ficou belo que nem um espeto. Pimpim estava mais belo do que nunca. Tinha belas alucinações, viu o céu de belas cores. Certo dia chegou um anjo (também ele muito belo, como não podia deixar de ser). O anjo transformou-se numa cegonha, que o levou a um belo ninho, onde Pimpim- o Belo adormeceu. Um dia, Pimpim morreu. Teve uma bela morte e teve o belo Paraíso. Tudo era belo. As gajas com vestidos decotados e belos, belas árvores, belas massagistas. Pimpim comeu belas maçãs dadas por belas Evas. Voltou a apanhar belas caganeiras. A história acaba com a bela diarreia na qual, certo dia, se esvaiu. Esta é a história de merda de Pimpim- o Belo, a maior bela bosta que a natureza criou.
      A Mulher da Loucura

      terça-feira, abril 19, 2005

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      É alemã, mas não é a nova Irmã Lúcia...

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      É alemão, mas não é o novo papa...

      Post com vários temas da actualidade

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      Onde é que pára a Eskimo? Será que foi raptada por capangas do novel Bento XVI, depois do golo crucial marcado pelo velho Mantorras no sábado, já que o ex-Ratzinger estava convicto que ela poderia ser anti-clerical e os festejos poderiam causar disturbios que pudessem minar a sua (Joseph, o boche) eleição? Ou será que ao voltar de uma hipotética viagem, deparou-se com o convite à demissão do actual chefe do SEF por parte do governo do Sócrates, deixando-a na terra de ninguém alfandegária, devido ao descontentamento dos funcionários com a decisão do executivo rosa? Ou será que ainda não recuperou do choque de, ontem, deparar de manhã com os gráficos das bolsas europeias (Euronews) em vez das imagens ranhosas do trânsito da Circunvalação e do IC19 no "Bom dia Portugal" da RTP? Ou nem na candonga terá conseguido um bilhete para ver o Jack Johnson no Coliseu? Será que ainda não acredita na queda do Gibernau no GP de Portugal em MotoGP? Questões pertinentes (por outras palavras, volta Eskimo, que é para eu não escrever muitos mais posts destes...)

      sábado, abril 16, 2005

      Hoje, no mundo automobilístico

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      Uma notícia muito boa: Lisboa é oficialmente candidata a acolher a largada do próximo "Dakar", graças ao espírito de iniciativa (e lucro) do chinoca do ténis (que também responde pelo nome de João Lagos). Uma notícia triste: Um dos principais contendores do nacional de ralis checo, Tomas Vojtech, foi vítima de um ataque cardíaco fatal, na 4ª classificativa do Rali de Pelhrimov, pontuável para o campeonato checo. Mais um para o panteão dos competidores do grande desporto.

      sexta-feira, abril 15, 2005

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      Só para animar a malta...

      Momento Marcelo Rebelo de Sousa, em que este se lembra do hobby da sua "bête noire" Miguel Paes do Amaral

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      Fruto de deambulações pela rede, deparei com dois sites muito castiços, relacionados coma temática do automóvel (ao que vocês devem pensar: automóveis E castiços ao mesmo tempo??!!). O primeiro é o Grand Prix Diary, que se dedica a publicar notícias menos ortodoxas sobre o mundo da F1 e a fazer análise "histórica" aos magnificent loosers (e são muitos...) que já passaram pelos paddock da F1. O segundo é o impagável Sniff Pterol, onde quer o desporto quer a indústria automóvel são vítimas do non-sense britânico mais corrosivo alguma vez aplicado aos veículos de quatro rodas. Um senão: for english readers only (o que reduz drasticamente as possibilidades de Kumba Yalá os ler, mas o homem do barrete frígio da savana também teria dificuldades em ler este post, portanto isto é pura e simples provocação).

      quinta-feira, abril 14, 2005

      Os marroquinos (pelo menos em Tetouan) que mais sentem Portugal

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      As cidades norte-africanas (e mesmo as do antigo al-andalus) dividem-se, no seu urbanismo mais antigo, em Kasbah e Medina. O Kasbah era a fortificação, onde habitavam os dirigentes e os maiores cromos lá do sítio, enquanto que num ponto mais baixo ficava a cidade "normal", a medina, onde se procedia a todas as actividades que ditavam o pulsar da povoação.
      O que acontece hoje em dia, ao contrário do que se passa nos nossos centros históricos (salvo honrosas excepções), as medinas ainda transboram de vida e actividade. Têm é um pequeno problema para nós, ocidentais. O seu desenho de ruas é tão irregular que em 5 minutos uma pessoa pode perder toda a orientação. Daí que existam os míticos guias...
      Da primeira vez que fomos a Tetouan, deixamo-nos guiar por um desses guias. Corremos umas quantas ruas da medina (já agora, a de Tetouan é Património Mundial), fomos comer ao restaurante que ele nos indicou, feitos parvos fomos a uma "farmácia berbere" (aka ervanária, em Portugal), onde alguns de nós deram-se ao luxo de comprar produtos a preços proibitivos (a um nível marroquino), por falta de tempo ele não nos conseguiu empurrar para uma loja de tapetes, e ainda lhe deixamos uma gorjeta de 10 euros!... Depois de começarmos a falar com os nossos camaradas marroquinos, percebemos como fomos tansos...
      A partir daí, sempre que íamos a Tetouan só avançávamos pelas ruas que conhecíamos ou então levávamos um dos nossos camaradas marroquinos (em especial o grande Mohssin). Deixávamos a fiel Ford Escort no parque de estacionamento de Bab Tout (no lugar desse parque tinha havido um palácio muita fixe, destruído para poder dar guarida á nossa Escort...), e lá íamos nós.
      Claro que muitas vezes eramos abordados por indivíduos que saltavam com o "Espanol? Español?", ao que nós respondíamos que não, e, há boa maneira do nosso patego orgulho nacional anti-Espanha, respondíamos: "Portugal".
      E aqui entra logo o maior ponto de afinidade entre Tetouan e Portugal! Então não é que todos aqueles pseudo-guias tinham todos um primo em Lisboa, Porto e, sobretudo, em Coimbra??!! A julgar pela amostra, Coimbra deve ter uma comunidade marroquina brutal! Ainda transformam a torre da Universidade (aka Cabra) em minarete... A outra grande pedra de toque dos pseudo-guias (que tinham todos uma dentição digna dos heroínómanos mais competentes) era a de cantarem "Uma casa portuguesa com certeza...". Mas esta até terá alguma lógica. Segundo me disseram, até Mohammed VI subir ao trono, o que se cantava no início dos jogos do Moghreb (o principal clube de futebol de Tetouan) era o hino franquista (OK, também como oposição ao centralismo francófono de Hassan II...)...
      O maior descaramento por parte de um pseudo-guia, foi precisamente na manhã de partida, quando as minhas camaradas decidiram fazer as últimas compras. Um deles dirige-se a nós, faz as perguntas do costume e, ao saber da nossa nacionalidade, sai-se com esta: "Yo soy de Coimbra".
      Claro, eu sou finlandês. Os meus pais é que ainda não mo revelaram...

      Flashback do post anterior

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      Hoje de manhã, quando ia para o trabalho, voltei a dar boleia ao meu vizinho. Contudo, nem eu ia a ouvir nem Mão Morta nem ele ia a cheirar a aguardente de medronho. Ainda assim, ter o Bubu das "Bolas com Creme" (Antena 3) a emitir sons muitos estranhos nas colunas do carro, pode ter alterado em muito os poucos anos que restam a um velhote camponês, analfabeto, de 80 e tal anos...

      terça-feira, abril 12, 2005

      O momento cinéfilo da tarde...

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      Quando vinha agora para casa, dei boleia a um vizinho meu, 80 e tal anos, camponês, que tresandava a aguardente de medronho. A música que passou no rádio do carro durante a viagem, foi o "Shambalah (o reino da luz)", a última e mais sombria faixa do "Mutantes S.21" dos bracarenses Mão Morta.
      Dei por mim a pensar se Emir Kusturica e David Lynch não estariam sentados no banco de trás do meu carro...

      sexta-feira, abril 08, 2005

      Caro senhor presidente da câmara municipal de Portimão

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      O senhor anda a falhar, pá. Então, sendo o organista de serviço aos domingos na Igreja de Alvor, e tendo, o velho Karol, sido um dos papas mais "ecuménicos" de todos os tempos, não podia ter dado uma tolerânciazita de ponto, que era para a malta assistir ao funeral pela TV?!... Talvez assim eu ganhasse respeito pela palhaçada que rodeou os últimos momentos da vida e o post-mortem do João Paulo...
      P.S. - Os últimos dias têm dado uma carga maior ao ditado "Se queres ser bom, morre"....

      quinta-feira, abril 07, 2005

      A comida em Marrocos

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      Uma das grandes ondas que as pessoas levantam quando proferimos a expressão "vou a Marrocos", é sobre a alimentação. Montes de gente desfiou-me um rosário de pragas, infecções, diarreias e outras belas coisas mais, que se podem contrair ao comer as iguarias do país do inimitável Tahar El Khalej (olá Ferenc).
      Ou seja, até parece mal eu dizer que não vale a pena ter receios. Também não é assim...
      O que me chocou mais na gastronomia marroquina foi a inexistência (embora já soubesse à partida) de carne de porco devido ao Corão do Profeta (o homem devia ter alguma alergia à carne de porco e assim aproveitou para lixar o resto da malta). Para alguém, como eu, que tem mantido porcos caseiros nos últimos anos, tendo uma dieta baseada em grande parte no nosso primo omnívoro, foi um pouco chocante. Mas a partir da minha primeira dose de "pinchos de cordero" (estava em espanhol, não me peçam o nome original, tudo o que posso dizer é que era espetadas de cordeiro grelhadas...), que vi que não iria ter grandes problemas. baseando a minha dieta na carne, provei ainda as "Tágines" de frango e de kefta (carne picada de borrego), pratos bastante condimentados cozinhados em recipiente de barro próprio. Aquela Tágine de kefta que comi na praça principal de Chefchaouen estava divinal (embora a fome também falasse com alguns decibéis a mais)...
      A dica principal para Marrocos é a mesma para Portugal: procurar sítios com muita clientela, pois assim o risco de os alimentos não serem muito frescos dilui-se. Esta apreensão cresce quando vemos vacas, cabras, galinhas, peixes e afins completamente esfolados, esventrados e por aí fora, em várias ruas das medinas, estando sujeitos aos enxames de moscas e outros lindos parasitas. Marrocos tem a pretensão de entrar para a UE. O cartão de visita não vai ser a higiene alimentar...
      Uma última nota para as bebidas. Como país muçulmano que é, Marrocos não tem uma grande profusão de alcóol para venda (os únicos sítios onde encontramos bebidas espirituosas foi no hipermercado Marjane e na Casa de Espanha em Tetouan), utilizando os marroquinos, como substituto da b'jeca pós-laboral, o chá verde com hortelã-pimenta extremamente açucarado (mas muita bom). Para acompanhar o chã, porque não bolinhos marroquinos (em especial os "cornos de veado") ou uma sandes/tosta com produtos da padaria local (o pão e todas as suas variantes são melhores que em Portugal, mesmo os de supermercado).
      Moral da história? Não apanhei nenhuma diarreia em Marrocos!...
        P.S. - Ficará mal dizer que o sítio onde tomamos mais refeições foi numa pizzeria, não ficará? Se servir de consolo, posso dizer que os pratos de barro tinham uns quantos buracos...

          Hoje é dia de festa

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          Faz hoje um ano o blog que me deu a inspiração para a criação deste vosso espaço. Graças à criatividade e esforço dos grandes camaradas Manuel Castro e Miguel Dias, o Pastelinho é um espaço de referência (pelo menos para mim...) de pensamento bloguístico de esquerda (para mim é o melhor blog de esquerda não BE) e mesmo dentro dos campos das artes, espectáculos e Benfica (o surf fica reservado para outros lugares).
          Foi também através do Pastelinho, que fiquei a conhecer muitos dos blogs pelos quais passo diariamente como o Blogre, a Eskimo, o Quase Famosos ou o Esplanar (só para citar alguns). E claro, foi o mesmo camarada Manuel que me incentivou a criar este vosso espaço aqui. Portanto, celebre-se também a capacidade do Pastelinho enquanto fomentador de novos espaços na blogosfera...
          No início desta semana, o Manuel voltou-me a fazer outra proposta, no sentido de eu começar a colaborar com eles no blog aniversariante. Com muito orgulho, posso dizer que aceitei e espero estar ao nível dos meus camaradas de blog.
          Avante, Pastelinho!
          P.S. - A minha colaboração com os aniversariantes não significa o fim do Àgua em Pó. Preciso de um espaço em que tenha o protagonismo só pra mim...

          terça-feira, abril 05, 2005

          O parque automóvel em Marrocos

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          Começo aqui a minha série de impressões sobre o pequeno trecho do território governado por Mohammed VI , com um tema que me é muito querido.
          E começo por dizer que os marroquinos, no que diz respeito a automóveis, podem-se definir numa palavra: Mercedes. Não sei se estão a ver aqueles Mercedes que se produziram até ao início dos anos 80, e que serviram como carro de serviço para muitos taxistas, em especial nas versões 240D e 300D. Pois bem, olhando para as ruas e estradas de Marrocos, parece que todos os exemplares destes modelos foram lá parar. Aliás, todos os táxis que vi (à excepção dos táxis de cidade e de um (1) Mercedes 200 parecido com aqueles que a malta vai buscar à Alemanha a cair de podre), correspondiam às versões atrás mencionadas.
          No que diz respeito aos táxis de cidade, são na sua maioria Peugeot 205, Fiat Uno (que ainda se fabrica por aquelas bandas) e Fiat Palio. Pegando na deixa do Palio, pode-se ver nas ruas de Marrocos carros desenhados para os mercados de 3ºmundo, como o Fiat Siena, Renault Clio Symbol (um Clio de 3 volumes), o Honda City, os Samsung Renault ou o VW Gol.
          Em norma, o marroquino é como o português, no que diz respeito à relação que mantém com o seu carro, i.e., o carro é a funciona como arma de afirmação e sub-deus ao mesmo tempo. Notam-se aqueles pormenores kitsch como jantes especiais baratas que não têm anda a ver com o carro, pinturas folclóricas e Cd's pendurados no espelho retrovisor. Proliferam também muitos camiões Berliet (como os que o exército portugês tinha por alturas da guerra colonial) que não possuem a parte lateral do capot de forma a poder arrefecer o motor. O problema é que também vi (e andei...) em autocarros de percurso urbano-suburbano que utilizavam a mesma táctica. Pegando no tópico dos autocarros, quem se quiser suicidar através da ingestão de monóxido de carbono de autocarro, mas está ainda mais revoltado com a Carris do que com a própria vida, que venha a Marrocos e snife os belos escapes dos autocarros que servem para transportar os (muitos) marroquinos...

          segunda-feira, abril 04, 2005

          Foi preciso eu ir para Marrocos, para o Papa finalmente morrer

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          Back in business. Só para picar o ponto e avisar que ao longo da semana decorrerão (para além das exéquias fúnebres do velhinho polaco) as mais variadas impressões sobre a pequena fracção de território reinado por Mohammed VI, recolhidas por este vosso escriba.
          O Grande Líder Branquista

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