terça-feira, fevereiro 28, 2006

F1 em 2006 - Williams

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Mais um ano de provação para a Williams. Depois de ter perdido o apoio de um construtor (BMW), Sir Frank e Patrick Head vêem-se na contigência de ter de recorrer a um motor pelo qual têm de pagar, um pouco à semelhança do que se passou em 1998-99, quando correram com os Mecachrome/Supertec V10 (embora aí fossem pagos pela BMW, enqaunto os bávaros não tinham o seu V10 pronto). Teremos de recuar até 1988 para vermos um Williams com um motor mesmo pago pela equipa, no caso o Judd V8 (enquanto esperavam que a Renault aprontasse o seu V10). O Cosworth tem mostrado ser um dos melhores V8 do plantel, mas a sua curva de evolução nunca poderá ser tão elevada quanto a de um dos motores "oficiais" como o Mercedes ou o Renault. Ora, se juntarmos a isso uma equipa técnica que nos últimos dois projectos tem falhado em conseguir um carro indiscutivelmente competitivo desde início, a Williams poderá ver a sua caminhada para uma renascença do seu antigo período de glória algo adiada. O novo FW28 não tem desiludido, mas tem ficado atrás dos bólides de equipas como Honda, Renault ou Ferrari. Acima de tudo, esta época servirá de transição para motores Toyota em 2007, pelo que os desejos da equipa serão sobretudo não perder muito para as equipas de orçamento elevado.

Como pilotos, a Williams terá nas suas fileiras Mark Webber e Nico Rosberg. O australiano vem de um ano em que a sua popularidade dentro e fora da equipa desceu razoavelmente, muito por graças de uma primeira metade de época algo errática e de um Nick Heidfeld muitas vezes superior ao piloto dos antípodas. A sua missão pessoal deverá ser esmagar o seu companheiro de equipa. Ou seja, Nico Rosberg, um dos três rookies de 2006 (os outros são Speed e Ide), terá que levar no seu ano de estreia com um piloto cheio de garra em recuperar o caminho perdido e não arriscar a sua saída da equipa. Mas o filho de Keke Rosberg (que se sagrou campeão ao volante de um Williams) também é moço que sabe o que é afinco, concentração e vontade de ganhar, como prova a coroa de campeão da GP2, conseguido numa altura em que todos davam o campeonato como certo para Heikki Kovalainen.

Um dos novos trunfos para esta época será a presença do experiente Alexander Wurz como principal piloto de testes. O austríaco foi piloto de testes da Mclaren nas últimas cinco épocas e tem formação em engenharia mecânica, o que ajuda muito no feedback a transmitir aos engenheiros. E utiliza esta oportunidade como um último balão de oxigénio para poder voltar às grelhas dos GP's, ele que tão boa conta de si deu no GP de San Marino do ano passado, onde conseguiu um óptimo 3º lugar, depois de 4 anos de inactividade em corrida. Um segundo lugar de piloto de testes foi criado para Narain Karthikeyan, muito por ajuda das rupias da Tata Motors. Mais valia a Williams não se deixar afastar da Petrobras e dar essa posição de 2º tester a João Paulo de Oliveira. Sempre seria dar formação a um hipotético piloto de F1 do futuro, não um has been como Karthikeyan.

Esperemos que a Williams faça uma boa época. Apesar de tudo, sempre é uma das mais antigas e prestigiadas equipas do plantel actual da F1, como o provam as ligações a empresas de gabarito mundial como a Federal Express, a Allianz ou o Royal Bank of Scotland, que mantêm as suas ligações comerciais com a escuderia de Grove. A missão desta época é manter o máximo de status para que outras se juntem.


domingo, fevereiro 26, 2006

F1 em 2006 - Red Bull racing

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Depois de uma primeira época onde se consagrou como a maior lufada de ar fresco no paddock do Mundial de F1, a Red Bull já perdeu um pouco do estado de graça que os cobria. Essa tendência começou logo o ano passado, quando mal o "circo" tinha chegado à Europa, já Dietrich Mateschitz anunciava um acordo com a Ferrari para o fornecimento de motores em 2006, o que levou desde logo a escuderia anglo-austríaca para a esfera de influência da FIA, FOM e Ferrari, o que muito desagradou as restantes equipas. Junte-se a isso a compra da Minardi e a contratação de Adrian Newey para o seu departamento de projecto, e essas mesmas equipas já não acharão muita piada a uma equipa que mostra querer algo mais do que somente passear o logotipo da marca do touro vermelho pelas pistas e televisões de todo o mundo.

Em relação ao ano passado, a Red Bul vê-se com o primeiro monolugar delineado pela sua gerência, projecto liderado por Mark Smith, depois do ano passado ter aproveitado o trabalho da extinta Jaguar Racing. A pré-época não tem corrido de feição à equipa, com o novo modelo, o RBR2, a demonstrar diversos problemas de juventude, sobretudo a nível de refrigeração, o que tem atravancado a natural evolução de carro e pilotos.

Os pilotos serão o veterano David Coulthard e o austríaco Christian Klien. O escocês, que muitos davam como acabado, fez uma temporada como há muito não se lhe via, foi essencial para a boa prestação da Red Bull no Mundial passado, voltando a ser crucial a sua enorme experiência nesta jovem equipa. Também jovem é Christian Klien, que volta a mercer mais uma oportunidade, desta vez sem ter de partilhar o lugar com Vitantonio Liuzzi, depois de um 2005 eficaz, mas ainda um pouco sóbrio a mais. Vamos a ver se não é só a sua nacionalidade que o mantém no lugar para a próxima época... O terceiro piloto, para as sessões de sexta-feira, será o holandês Robert Doornbos, que boa figura fez o ano passado aquando da sua breve passagem pela Minardi.

As perspectivas, por incrível que pareça, não são tão brilhantes quanto eram na época passada. Na época transacta, nada se sabia como é que a estrutura que tinha sido propriedade da Ford iria a nova gerência, dirigida no terreno por Christian Horner, iria reagir ao mundo da F1. Como cumpriram e bem, exigisse a agora que a RBR faça algo mais, sobretudo depois dos últimos investimentos efectuados por Mateschitz, e na perspectiva de cativar o grupo VW para a F1, como dizem alguns rumores. Este ano também terão de lidar com uma novo fornecdor de motores, com a desvantagem do Ferrari V8 acabar por ser uma versão-cliente, enquanto com a Cosworth pderiam ser a equipa ponta-de-lança. E como já foi dito atrás, o RB2 não teve o mehlor dos nascimentos, ao contrário do RB1. 8º lugar final entre os contrutores, no final da época?

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Eis a razão do existencialismo

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Nuno Markl fez o favor de me proporcionar pesadelos para as próximas semanas. Tudo por causa de um vídeoclip. porqueê tanto escarnecéu à volta de um teledisco? A resposta é composta por duas palavras: David Hasselhof. Por favor, cliquem aqui que é para formarmos uma liga de sofredores de insónias.

F1 em 2006 - BMW Sauber

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Ao fim de 6 épocas sem nunca se ter assumido como uma verdadeira candidata ao título, e com um um crescer de animosidade entre as duas partes, a parceria Williams/BMW acabou na época passada, com direito a troca de "indirectas" de parte a parte. Isto não significava o fim abrupto da participação da marca bávara na F1, pois esta está bastante empenhada em conseguir vencer na F1. A solução para a sua permanência passou então pela criação de uma equipa própria. Mas como tal seria algo contraproducente a nível de obtenção de resultados a médio prazo (vide o exemplo da Toyota), Mario Thyssen, director desportivo da marca (e sósia de Ned Flanders), conseguiu convencer a administração da empresa a comprar a Sauber. A equipa suíça, que era uma das últimas realmente independentes no paddock, estava com dificuldades em conseguir manter uma competitividade ao nível da obtida nos anos anteriores, o que levou Peter Sauber a vender a equipa que fundou, mas com a condição de manter a sua base em Hinwill, na Suíça.

Assim, os homens de Thyssen já tinham uma base de trabalho começada, onde se destaca o túnel de vento, talvez o melhor na F1 actual. Contudo, irá demorar a adequação da estrutura da Sauber às pretensões da BMW, com o staff a aumentar de forma a puder dar resposta às necessidades de uma equipa que lute pelas vitórias. Este ano e o próximo já foram definidos pela gestão da equipa como sendo de transição, com o nome da equipa ainda a reter o "Sauber", uma forma de mostrar que ainda não será esta época o grande assalto às vitórias.

A nível de pilotos, a BMW Sauber irá contar com uma dupla experiente: Nick Heidfeld e Jacques Villeneuve. O alemão ressurigiu de uma carreira que parecia estar em declínio, depois de uma boa temprada ao volante do Williams, tendo sido superior ao muito publicitado Mark Webber. As expectativas da equipa deverão recair sobretudo nos seus ombros. Quanto a Jacques Villeneuve, só está na equipa porque no ano passado assinou um contrato de duas épocas com Peter Sauber, onde constava uma clásula de rescisão elevada. Foi essa clásula que fez com que Thyssen retesse o canadiano, depois de ver que não havia nenhum subterfúgio legal que o pudesse livrar de pagar a indemnização. E Villeneuve sabe que se ficar muito atrás de Heidfeld, não há clásula que o salve. E será o fim da sua carreira na F1. Já agora, destaca-se a contratação do polaco Robert Kubica como terceiro piloto, talvez na pretensão de dar o salto para a equipa principal em 2007, ele que tem sido um dos maiores valores nas fórmulas de promoção europeias dos últimos anos.

O monolugar foi desenhado ainda pela equipa de Willy Rampf (ele que já tinha trabalhado para a BMW no projecto da F650RR, que ganhou o Dakar em motos nos anos de 99 e 2000), e contará com uma unidade motriz da BMW, que já foi maior referência do que noutros tempos. Mas é por isso que a BMW se dignou a este esforço: para tentar mostrar a sua validade no desporto automóvel, onde tem sido rainha em modalidades como turismo, GT's, sport e mesmo a F1 (campeão em 1983 com o Brabham de Nelson Piquet). Será um ano de transição, mas sempre dará fazer um 7º lugar nos construtores, ficando à frente da Red Bull. É o prognóstico aqui da casa.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

F1 em 2006 - Scuderia Toro Rosso

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Este ano já não iremos ter a Minardi para apoiar nos GP's de F1. Normalmente, muitos adeptos sem "filiação" nas equipas mais competitivas, escolhiam a pequena escuderia italiana como a "sua" equipa, como forma de apreço pela tenacidade de Giancarlo Minardi e Paul Stoddart em manterem-se na F1. Contudo, assim que veio a terreiro a possibilidade de surgir uma 11ª equipa no pelotão de 2006, mais para mais com forte apoio da Honda, fez com que Stoddart decidisse vender a Minardi, pois não podia correr o risco de terminar o campeonato em 11º, ficando assim arredado das verbas da televisão, atribuídas aos 10 melhores construtores.

E quem a apareceu com a melhor proposta acabou por ser, de forma surpreendente para muitos, a Red Bull, que adquirou a equipa de Faenza, com a promessa de manter a base italiana e os seus empregados. Stoddart e Minardi saíram da equipa, com Franz Tost, um dos braços direitos de Dietrich Mateschitz e Helmut Marko, a assumir a gestão da equipa.

Uma das razões para a Red Bull ter comprado a equipa, além de esta poder ser um laboratório para soluções imaginadas para a estrutura principal, foi de poder abrir uma nova porta de entrada para a enorme carteira de jovens pilotos que dispõe nas fórmulas de promoção. Assim, os carros irão ser conduzidos por Vitantonio Liuzzi (que já tinha conduzido para a RBR o ano passado9 e pelo americano Scott Speed, trunfo da marca austríaca para tentar singrar no importante mercado norte-americano. Como piloto de testes, irá servir o suíço Neel Jani, também ele ligado ao programa desportivo da marca do touro vermelho.

A Scuderia Toro Rosso (STR) irá beneficiar de um grande vantagem em relação aos seus concorrentes mais directos (a segunda metade da grelha), em parte graças a uma das poucas demonstrações de boa vontade da FIA para com Paul Stoddart. Numa altura em que ainda não se pensava na vinda de uma 11ª equipa nem na venda da Minardi, e tendo em conta as dificuldades fianceiras destes últimos, a FIA autorizou a equipa italiana a correr com motores V10 com as rotações limitadas, em vez dos V8 obrigatórios para todos os outros. Com a chegada de uma injecção de capital nunca antes vista na estrutura de Faenza, o efeito da oferenda da FIA cai por terra, com a STR a poder capitalizar a vantagem de ter uma unidade motriz de maior capacidade que as suas oponentes mais directas. E a FIA ainda não disse nada, logo será para manter o estado de coisas...

Será este o grande trunfo da STR para a temporada de 2006. Esse e um Liuzzi que quererá mostrar que merecia mais oportunidades por parte da RBR o ano passado. Entretanto a equipa ganhou outra motivação com a chegada de Gerhard Berger como co-proprietário da STR. Sempre é mais um manancial de experiencia para se agarrarem. O mais certo é conseguirem ficar à frente da MF1 e da Super Aguri no final da época, com os BMW e os Williams a terem que ter atenção aos porgressos de Liuzzi, Speed e restante pandilha.


quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Eis o meu fato de carnaval

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(Homem Invisível)

P.S. - Gosto tanto desta época...


F1 em 2006 - MF1

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(Tiago Monteiro e Chrisijan Albers em cima do carro, os engravataos são o patrão Alex Shanider e o director-geral Colin Kolles, com a malta lá de trás a ser a catrafa de pilotos de testes. Da esquerda para a direita: Markus Winkelhock, Roman Rusinov, Adrian Sutil e Giorgio Mondini)

Aquela que deverá ser a segunda equipa mais fraca do plantel, será aquela que os portugueses irão seguir com mais atenção, muito por culpa daquele senhor que está sentado na roda esquerda do MF1 M16, nem mais nem menos do que o portuense Tiago Monteiro.

2006 representará um novo desafio para a equipa assente na antiga Jordan. Depois de um ano de transição onde ainda correu com sob o nome da escuderia fundado por Eddie Jordan, a Midland (agora conehcida por MF1 Racing) parte para esta época com o primeiro carro desenhado sob os seus auspícios, contando com alguma colaboração por parte da Dallara na elaboração do projecto, e voltando a contar com um motor Toyota versão cliente, agora em formato V8, por força das novas regras.

Os pilotos da equipa serão o holandês Christjan Albers e o "nosso" Tiago Monteiro. A par de Yuji ide, estes dois moços são os únicos representantes da era "pay-driver" na F1. Mas ao contrário do rookie japonês da SAF1, Albers e Monteiro demonstraram em 2005 que mereciam continuar uma segunda época na F1. Esperemos é que Monteiro não sai prejudicado face a Albers dentro da equipa, já que o holandês trás mais dinheiro que o português (sina nossa?). E se a equipa tivesse um budget de jeito, talvez se justificasse os 4 test-drivers assinados para 2006. Markus Winkelhock irá conduzir na maior parte dos treinos de sexta-feira dos Gp's, enquanto o italiano Giorgio Mondini fará os restantes. Adrian Sutil e Roman Rusinov inserem-se mais numa perspectiva de "formação" de pilotos, um pouco há semelhança do que a Red Bull, Renault ou Toyota fazem.

O carro, nos testes até agora realizados, não tem dado problemas de maior, mas parece demonstrar que, mesmo sendo um passo em frente em relação ao EJ15B do ano passado, ainda será muito difícil para equipa com licença russa mas sediada em Inglaterra, conseguir lutar com outros que não a SAF1 ou a Scuderia Toro Rosso, já que as prestações até agora apresentadas mostram que o andamento deverá manter-se o mesmo, em comparação com o ano passado, além de que a gerência da equipa não é muito solícita a abrir os cordões da bolsa no que diz respeito a investimento na equipa. Aliás, a pré-temporada da MF1 parecia mais uma sessão de aluguer de barcos no Campo Grande, tantos foram os pilotos que pagaram para dar umas voltinhas no velho EJ15B (Fabrizio del Monte (F3000 italiana), Jeffrey van Hooydonk (Eurocup Mégane), Tomas Biagi (FIA/GT ou LMES, não tenho a certeza) e Max Biaggi(sim, esse Max Biaggi!) ), tudo numa perspectiva de arrecadar mais uns euros para o orçamento da equipa. E todo o piloto presente na equipa contribui com qualquer coisa...

Daí que as perspectivas não sejam muito animadoras. Mas acima de tudo, o que se quer mesmo é que Tiago Monteiro consiga bater Albers de forma convincente, de forma a poder esticar a sua presença nos meandros da F1, algo que já provou merecer. Boa sorte Tiago!


segunda-feira, fevereiro 20, 2006

F1 em 2006 - Super Aguri

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À partida, não se sabe quem irá ser o próximo campeão do mundo de F1 e quais vão ser os seus principais adversários. Não se sabe em que GP's poderá chover. Não se sabe se Tiago Monteiro vai fazer mais anúncios para a CGD. Mas quase de certeza que sabemos quem é que vai ocupar a última linha de partida dos 1ºs GP's da próxima temporada. Bem-vindos à nossa apresentação da Super Aguri.

Desde o seu regresso em 2000 que a Honda tenta voltar ao período áureo da sua presença na F1, quando motorizava chassis da Williams, depois da Mclaren, em rota para todos os títulos no espaço 1987-91, ajudando a estabelcer, juntamente com a Renault, a arquitectura V10 como a melhor tipologia para um motor de F1. As últimas épocas com a BAR têm sido de sacrifício, com a vitória a estar bem perto em 2004 através de Jenson Button, não fosse a Ferrari estar imparável nesse ano, e nos GP's em que a marca de Maranello falhou, as migalhas terem ido para Renault, Mclaren e Williams.

Por outro lado, desde 2002 que a Toyota está na F1 para conseguir o mesmo objectivo da Honda: vencer. Ora isto entre japonocas é coisa renhida, o que fez com que a Honda começasse a prestar cada vez mais atenção à BAR.

Com o progresso dos acontecimentos, e com um investimento cada vez maior da Toyota na disciplina máxima do automobilismo, a Honda viu-se na contigência de proceder à compra da BAR, onde já era accionista. E para mostrar que não estava para brincadeiras, decidiu lançar uma segunda equipa. A quem é que saiu a fava de colocar as coisas no terreno? A Aguri Suzuki, ex-piloto de F1, agora dono de equipas razoáveis nas fórmulas de promoção japonesas e na IRL e (eis a piéce de resistance) casado com uma neta de Soichiro Honda, o fundador da marca. Estávamos em Novembro do ano transacto.

Não é preciso acompanhar a F1 com muita atenção para reparar que esta modalidade é de longe a mais avançada e profissional de todas as expressões existentes de automobilismo. Daí que a decisão de correr logo em 2006 pudesse parecer desajustada, mais a mais com a legislação da FIA que não permite a utilização de chassis de outras equipas, cortando assim a hipótese de suzuki e seus pares colocarem o BAR 007 em pista. Pelos vistos, só das que ainda existem, pois Suzuki e os ienes da Honda compraram os Arrows A23 (de 2002...) de Paul Stoddart (o antigo patrão da Minardi) que por sua vez os tinha comprado aquando da falência da equipa de Leafield. Estes chassis (do qual se pode ver a foto acima) serão transitórios até se estrearem os carros que estão a ser planeados pela equipa técnica liderada por Mark Preston (ex. Arrows) nas transitórias instalações de Leafield (ex.Arrows), agora pertença do americano John Menard. A equipa deverá juntar-se à "equipa-mãe" em Brackley assim que seja possível o fabrico de novas instalações na zona.

Para guiar estes dois potenciais causadores de acidentes (sempre estamos a falar de carros de 2002, quando o ano corrente é 2006...), foram escolhidos Takuma Sato, quiçá o piloto com a pior temporada de 2005, mas que ao mesmo tempo a Honda não podia chegar cair, sob pena de ser "trucidada" pela opinião pública japonesa, e Yuji Ide, piloto que chega aos 31 anos à F1 mais por mérito da carteira e da nacionalidade, do que pelo talento. A equipa será gerida no terreno por Danielle Audetto, ex-director desportivo de equipas como Ferrari ou Lamborghini, e em cujo currículo só deverá faltar gerir uma equipa na corrida da carrinhos de rolamentos da Red Bull.

Uma coisa é certa: a Super Aguri será a ocupante dos últimos lugares nos 1ºs Gp's, mas depois terá à sua disposição um monolugar novo e completamente suportado pela Honda. Aí será um forte contendor na luta pela preponderância na 2ª metade do pelotão, mesmo se aí poderá ser prejudicada pela irregularidade exibicional de Sato (bestial a fogachos às vezes, e besta em muitas ocasiões) e Ide (inexperiente e com pouco traquejo para a F1). Acima de tudo, será um ano de aprendizagem. E é melhor que Aguri Suzuki não se divorcie...


domingo, fevereiro 19, 2006

A volta a Portugal em irmã Lúcia

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A RTP meteu o Hélder da Praça da Alegria a entrevistar as pessoas no "santuário". Isso não irritará a igreja, tendo em conta as opções sexuais do rapaz?

A volta a Portugal em irmã Lúcia

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Porque é que todas as pessoas presentes em Fátima tinham ar de que pertenciam todas à associação de assalariados agrícola de Amares?

A volta a Portugal em irmã Lúcia

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Antes o Cavaco como presidente do que o D. Duarte como rei.

A volta a Portugal em irmã Lúcia

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Fátima Campos Ferreira dizia em pleno directo, que, tal como no dia do funeral há cerca de um ano atrás, também agora as cerimónias eram marcadas por uma copiosa chuva. Moral da história: mais vezes se desenterra-se a irmã Lúcia e acabava-se com o problema da seca. Isto sim era um milagre.

Cenas de um casamento II

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Porque é que uma das primas da noiva pegou no microfone e começou a cantar Tony Carreira a capella para o filho de 12 anos, que envergava uma pronunciada poupa loura no seu cabelo preto e 3 colares ao pescoço?

Cenas de um casamento

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Fernando Pessoa, pela "pena" de Alberto Caeiro: "O que penso eu do mundo?/Sei lá o que penso do mundo!/Se eu adoecesse pensaria nisso". Decididamente Alberto Caeiro podia ter sido organista de copos d'água.

sábado, fevereiro 18, 2006

O retrato oficial de Arkansas Bill

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sexta-feira, fevereiro 17, 2006

The supportless ones

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Infelizmente, este espectro já há muito que pairava sobre o Portimonense. Contudo, como niguém deu a mão e a Câmara Municipal tarda em dar o apoio prometido há muito, fez com que os jogadores partissem para esta atitude, na qual estão no seu justo direito. É pena que o dinheiro prometido nunca mais entre nos cofres, mais a mais desde que o novo elenco municipal está no poder desde Janeiro e já poderia muito bem ter dado andamento ao porcesso. Não é que eu defenda o financiamento dos clubes sobretudo pelas autarquias, antes pelo contrário até. Contudo, o caso actual do PSC é algo grave, pois as "forças vivas" da terra não ajudam de qualquer modo o clube, o que o deixa dependente do subsídio da CMP, o que é pouco para poder sobreviver na 2ª Divisão. É que temos de reconhecer que esta direcção conseguiu imprimir uma maior dinâmica na estrutura do clube, alargando as áreas amadoras e fazendo milagres de gestão na equipa de futebol, que vieram a reflcetir-se na boa primeira equipa conseguida este ano. Mas pronto, os terrenos do campo Major David Neto interessam a muita gente...

Está quase aí...

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... o início da temporada de 2006 do Mundial de F1. Nos próximos dias, o Água em Pó irá fazer um prognóstico (não daqueles à João Pinto) do que cada equipa poderá vir a ser capaz de fazer no decurso da temporada. É com elevada expectativa que se espera o começo das hostilidades a "sério", numa época marcada pela mudança obrigatória para motores V8, em detrimento dos V10 que ganharam todos os campeonatos desde 1995. Curioso também será ver como é que os pilotos se vão habituar ao novo modelo de qualificação, bastante diferente dos anteriores, agora por "eliminação natural". E claro as lutas entre pilotos e equipas. Mas isso será tema para posts futuros.

Já só faltam 20 dias...


quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Munich

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Steven Spielberg a querer dar para os dois lados.


segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Merdoso

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Ontem tentei ver o "Só visto" da RTP1 para poder escrever um artigo sobre o programa para o projecto conjunto com o camarada Chico. Mas mudei de canal quando o "brilhante" Daniel Oliveira sai-se com esta pérola de pergunta a Daniela Mercury:

"Mas não acha que o preservativo é uma forma dos jovens fugirem às responsabilidades?"

A brasileira engoliu em seco antes de contrariar o sentido da pergunta. Pudera.

Porque é que a TVI não ficou o gajo em vez da RTP? O perfil dele acenta muito melhor lá nos estúdios de Queluz de Baixo...


Um parabéns a vocês atrasado

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Pelos 2 anos do "13", quiçá o melhor espaço nocturno de Alvor (e do concelho de Portimão). Esperemos que Josee e Nienke continuem a proporcionar o excelente ambiente do bar por mais tempo ainda.

E citando o Chico B. de Holanda: Foi bonita a festa pá


sábado, fevereiro 11, 2006

Já vos recomendei?

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quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Olhá pechincha!!!

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Compre uma casa e ganhe um Ferrari!

A partir de hoje

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Tenham muito medo.

Ainda a regionalização do cinema

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Queixava-me eu num dos posts de segunda-feira da péssima política de distribuição da Castello Lopes para cidades mais pequenas como Portimão, o que vai fazer com que portimonenses e vizinhos não possam ver filmes como "Match point" ou "Nada a esconder" (só para dar um exemplo). Tudo bem que a quantidade de filmes que estreiam por semana é algo incomportável para as distribuidoras e para o público, mas poderia haver um maior respeito pelo público que gosta menos de filmes com explosões e piadas saloias. Até porque convenhamos que o público que adere a esse tipo de filmes é o mesmo que não tem porblemas em comprar um cópia farrusca ao cigano ou então saca em casa, via p2p, o filme que está em cartaz no cinema da sua localidade. Por outro lado, o público que é vilipendiado pela distribuidora, são aqueles parolos que ainda preferem dar dinheiro para ver um filme no ecrã do cinema em vez da televisão. Chamem-me nomes, mas eu sou um desses. Filme que é filme, foi feito para ser exibido numa sala de cinema.

Daí que a iniciativa que o Festival Internacional de Cinema do Algarve (FICA) promove em todas as estações do ano é de louvar. Esta semana decorreu a acção de inverno, tendo sido exibidos nos Cinemas de Portimão "Gegen die wand" (A esposa turca, em português) e "Les poupées rousses" (As bonecas russas). O primeiro tratou-se de um excelente olhar direcionado sobre a actual comunidade turca na Alemanha e a maneira como lida entre as diferenças culturais dos seus povos. Não dá a melhor imagem de integração, mas deixa uma réstia de esperança para uma melhor "mistura" entre povos na mesma terra, tanto mais que não seja pelo facto do realizador ser turco e não ter pintado de cor-de-rosa (antes pelo contrário) os seus compatriotas. Já o segundo consistia na sequela, cinco anos depois, de "A residência espanhola", voltando-se a reencontrar Xavier e os seus problemas existenciais, agora à beira dos 30 anos e com a vida sentimental por arrumar. Muito bom filme, nem que fosse só pela presença de Kelly Reilly, absolutamente deslumbrante de um filme para o outro...

E pareceu tão fácil ir ver filmes de jeito ao cinema...

Olho por olho, caricatura por caricatura

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A conversa em torno da história das caricaturas dinamarquesas que apresentam Maomé já cheteia pá. Raio dos árabes, não têm sentido de humor nenhum pá. Porque é que em vez de andarem a queimar bandeiras da Dinamarca e da UE, porque é que não fazem antes uns cartoons com a Virgem Maria a cavalo de um míssil Patriot mais S. José a caminho de Belém? Ou um Jesus crucificado numa torre de um poço de petróleo? Porra, é tão facil...

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Para quando uma regionalização de facto?

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Porque a Castello Lopes continua a apostar em Van Damme para prender os espectadores portimonenses às suas 6 salas (não é só o Van Damme, também lá está o Saw II e o Having fun with Dick and Jane...), tomei a iniciativa de ver o "Match Point" durante a minha estada na capital. E tenho pena que os senhores da Castello Lopes só se preocupem em vender pipocas nos seus cinemas. É que é um crime este filme passar ao lado.

Não admira que a chungaria tunning cresça cá no burgo. Na única saída social que se pode denominar de cultural, vão ver coisas a andarem aos pontapés, a jorrar sangue e a fazer piadas inconsequentes, em vez de se exibir um tratado de bom cinema como o último filme de Woody Allen. Haja paciência.


Olhó protagonismo

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É por estas e por outras que eu acho um piadão passar uns dias em Lisboa. Quer dizer, vem um gajo de nenhures, e depois, enquanto ataca uma pizza siciliana, vê a passar por si o Pacman (o dos Da Weasel não o do jogo de computador). Vai comer qualquer coisita depois do cinema na cafetaria do estabelecimento, e está o Paulo Branco a falar dos filmes que comprou e que distribuiu nos últimos tempos, enquanto pedia um balão de cognac (é pena que o tom de voz do gajo não desse para mais pormenores...). Até conhecidos meus encontrei na Suíça (a pastelaria, subentenda-se) e nos Armazéns do Chiado pá!

O jogo foi uma desgraça, o bife de novilho grelhado nada de mais mas..

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... o jantar valeu sobretudo pela presença destes camaradas. Menção honrosa seja feita à Nokas por ter concebido este segundo gathering. E como resultado deste ajuntamento talvez venha a sair uma novidade merecedora de ser fuzilada por um esquadrão da morte...

De volta a Portimão

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Damn.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

O melhor título de canção descoberto nos últimos tempos

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"All i want for Christmas is a Dukla Prague away kit" dos Half Man Half Biscuit (Back in the DHSS, 1985), banda que chegou a renunciar uma presença num programa musical do Channel Four inglês, por que tal colidia com uma partida dos Tranmere Rovers...

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